sábado, 1 de julho de 2017

FUTEBOL... CARO DEMAIS



O futebol especialmente no Brasil caminha numa trilha perigosa. O que se gasta hoje com treinadores e jogadores está muito além do que se arrecada. Não se pode pagar o que se paga hoje. A maioria dos clubes não vê a hora de negociar suas principais atrações. Outros parecem ter ganhado na Mega Sena tal a volúpia de gastos em contratações. Onde isso vai parar? Confesso não saber, mas o que sei é que mesmo os grandes encontram dificuldades em fechar patrocínios. A receita financeira não beneficia equitativamente. A divisão das verbas da televisão é mal distribuída. Os clubes de menor expressão e mesmo os grandes vão aumentando a cada dia suas dívidas. Num país em que a corrupção tomou conta as autoridades não tem o controle do que ocorre no futebol. No Exterior alguns atletas brasileiros estão pagando altas multas por transferências sem transparência. Confesso estar preocupado com o futuro do nosso futebol. É isso aí.

quinta-feira, 8 de junho de 2017

NARRAR FUTEBOL!

A pedidos aqui está uma matéria muito atual que escrevi em 2013. Quem sabe sirva para alguma pessoa.


Recebo com frequência consultas e correspondências de jovens interessados em narrar futebol pelo rádio e televisão. Enviam gravações e pedem opiniões. Não sou dono nem diretor de rádio. Com muito prazer tenho respondido. Hoje se critica muito a qualidade do rádio e do rádio esportivo.

Não sou dono da verdade e não quero ensinar ninguém o bê-á-bá da narração esportiva. Sou de uma geração de grandes narradores com certeza os melhores da história do rádio esportivo brasileiro. Pedro Luiz, Jorge Curi, Willy Gonser, Pedro Carneiro Pereira, Osmar Santos, Joseval Peixoto, Fiori Gigliotti, Haroldo Fernandes, Alfredo Orlando, Doalcei Bueno de Camargo, Flávio Araújo, Ênio Rodrigues e José Silvério. Acho que também faço parte desse seleto grupo de narradores, modestamente.

Tenho opinião formada em relação às narrações esportivas tanto no rádio como na televisão como ouvinte, telespectador e profissional da área. Quero me dirigir para quem deseja abraçar a carreira ou mesmo para quem já está em atividade. Começo por lhes dizer que narrar futebol no rádio é muito mais difícil do que narrar na televisão. Ninguém faz o narrador esportivo. Ele já nasce com o “dom” que DEUS dá. Ou se tem, ou não se tem o “dom”. 

Quem nasce para ser médico, advogado ou especialista em qualquer área da vida já traz isso do berço. O que se pode e deve é aperfeiçoar sempre e sempre a narração esportiva, coisa que hoje não ocorre. DEUS dá a cada um o “dom” para ser desenvolvido e praticado.

O que tenho ouvido é uma inversão de valores e muita gente forçando a barra para narrar futebol. Muitos deixam a condição de excelentes repórteres e querem porque querem apoiados pelos “gênios” narrar futebol no rádio. Esse é também um dos motivos pelos quais caiu a audiência do rádio esportivo no Brasil. De quem é a culpa? A culpa é dos que aceitam essas situações. Acham que vão arrebentar a “boca do balão” narrando no rádio. Não é bem assim.

Eu nunca recebi orientação de quem quer que seja para narrar futebol e nunca tive padrinhos para chegar aonde um dia cheguei. Tive aue me virar nos trinta contra traíras, capachos e outros.

Hoje os tempos são outros, as narrações são outras, a qualidade é outra. Enfim, cada um faça como melhor lhe aprouver porque narrar futebol em rádio não é isso que a maioria faz nos dias de hoje. Pediram que desse minha opinião. Está dada. É isso aí.

sexta-feira, 19 de maio de 2017

É TEMPO DE TESTES

A convocação para os amistosos de Julho na Austrália teve algumas repercussões negativas especialmente por parte da torcida da SE Palmeiras. Nenhum jogador do Campeão Brasileiro de 2016 foi convocado. Tite preferiu testar jogadores que já estiveram na Seleção em várias ocasiões (David Luiz, Thiago Silva, Alex Sandro e Taison) e optou pelo retorno de Gabriel Jesus. Em se tratando de amistosos contra a Argentina e Austrália dias 9 e 13 até é compreensível à ausência de jogadores considerados titulares. Especula-se que o goleiro Alisson ficou de fora por não atravessar bom momento.

Chama a atenção a ausência de jogadores do Palmeiras como também do Atlético Mineiro e do Flamengo. Seja lá como for que Tite entenda mesmo os amistosos para testar jogadores. E que não se tenha nenhuma decepção depois da brilhante trajetória brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo que garantiram nossa presença na Rússia. É isso aí.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

OS PORQUÊS DO NOSSO FUTEBOL!


Porque os clubes brasileiros enfrentam tanta turbulência de jogo para jogo. Seria o excesso de partidas, contusões, ausência de jogadores mais qualificados ou treinadores.

Ontem a SE Palmeiras demitiu Eduardo Baptista. Sua saída já era esperada pelos altos e baixos que o elenco milionário apresenta. Seria ele o único culpado?

Analisando o comportamento dos times no momento chego a várias conclusões: a) – faltam jogadores com mais qualidade; b) – faltam treinadores; c) – falta futebol de coletivo e jogadas ensaiadas.
Nada acrescenta um grande número de jogadores quando há pouca qualidade. Excesso de jogadores também atrapalha os treinadores. 

As modificações constantes por contusões, jogadores que não correspondem e ausência de treinadores qualificados parece ser o grande problema do nosso futebol.

Hoje quem dá as cartas são os empresários. Jogadores e treinadores só são aceitos através da indicação deles e nem sempre dão certo. E dá no que dá. É isso aí.

domingo, 30 de abril de 2017

quinta-feira, 13 de abril de 2017

DO RÁDIO PRA TV!


Sou questionado quase todos os dias: Edemar o que a televisão tem que o rádio não tem? IMAGEM. Sim porque os noticiários que antes os brasileiros acompanhavam pelo rádio hoje essas informações são apresentadas com imagem.
Os grandes programas de auditório do rádio foram integralmente copiados pela televisão. E a maioria dos apresentadores da televisão veio do rádio.
Também nas transmissões e programas esportivos a televisão copiou “ipsis litteris” o que o rádio sempre fez. A diferença está na imagem. Elas servem para tirar a emoção dos jogos que só o rádio pode dar.Hoje o rádio pode ser ouvido em qualquer lugar do mundo pela internet a aplicativos.
Antes os erros de arbitragens, os gols, as jogadas violentas serviam para que as discussões e os comentários entre os torcedores se estendessem por toda semana. Hoje até isso pouco se vê na roda do cafezinho.
Atualmente quando um jogo termina o assunto já gira em torno do próximo. O formato dos programas esportivos com noticiário dos clubes, entrevistas, comentários dos jogos e reprise dos gols foi copiado do rádio. Sem por nem tirar. Mas, uma coisa jamais baterá o rádio; a narração. Desculpem-me os colegas, mas acho que com 53 anos de narração esportiva no rádio e também na televisão posso analisar de cadeira. A maioria das transmissões não dá pra aguentar pelos exageros cometidos de números, estatísticas e às vezes querendo convencer o telespectador a mudar de opinião sobre a imagem que ele viu. É por isso que o torcedor abaixa ou tira o volume da televisão, vê o jogo pela televisão ouvindo o rádio. A emoção de uma narração esportiva pelo rádio é incomparável. Não as palhaçadas, piadas sem nexo e pornografias de que algumas rádios se valem para ganhar audiência dos jovens especialmente. Falo das que tem narradores que narram e que transmitem emoção. É isso aí.

É MUITA BOLA ROLANDO!

Os tempos são outros, os objetivos são outros, as necessidades são outras e a bola não para de rolar. Jogos as quartas, sábados e domingos é coisa do passado. Hoje a bola rola todos os dias, de segunda a segunda. Será que existe alguém que tem saco para ver todos os jogos? E porque hoje é assim? É fácil explicar. Hoje os clubes dependem das verbas destinadas pelas empresas de televisão que compram os direitos das competições. E os canais esportivos precisam de jogos pra preencher o espaço. Com isso você liga a televisão a cabo e assiste jogos a qualquer hora – ao vivo ou reprise -. Lembro os anos 80 quando raramente as partidas eram mostradas ao vivo. A mídia televisiva achou o caminho pra faturar bilhões anualmente por conta da compra de direitos e comercialização das partidas a partir dos anos 90. Antes eram raros os jogos televisionados ao vivo. Lembro que nos anos 70 a TV Gazeta reprisava partidas do Campeonato Paulista aos domingos, mesmo que o jogo tivesse terminado em zero a zero. Entendo que os jogos e as transmissões ajudam os clubes financeiramente, mas convenhamos, tem bola demais rolando. É isso aí.   

sexta-feira, 24 de março de 2017

TITE... QUEM DIRIA



Em Março de 2016 nosso futebol estava desacreditado. Nossa seleção empatando com Uruguai e Paraguai em dois gols acabou sofrendo uma metamorfose que ninguém esperava. Adenor Leonardo Bachi, 55 anos foi chamado para substituir Dunga e a partir de então a Seleção Brasileira não perdeu mais. Foram 7 jogos nas Eliminatórias, 7 vitórias, 20 gols marcados e apenas 2 sofridos. Como se explica se a maioria dos jogadores que foram utilizados por Dunga continua jogando. Seria um milagre? O que aconteceu? Tite é um mágico? Não. Tite é um vencedor que confirma mais uma vez que nem sempre um grande jogador se transforma num grande treinador. Tite foi um jogador médio que teve sua carreira interrompida aos 28 anos por conta de uma contusão grave. Como treinador surgiu no Guarani de Garibaldi no Rio Grande do Sul em 1990. De lá para cá dirigiu 13 equipes e agora a Seleção Brasileira. Conquistou títulos e mais títulos. O primeiro em 2000 com o Caxias no Campeonato Gaúcho. Em 2001 ganhou a Copa do Brasil com o Grêmio. Quatro vezes campeão gaúcho com Veranópolis na segunda divisão, Caxias, Grêmio e Internacional na primeira. Ganhou a Copa do Brasil com o Grêmio em 2001; e foi conquistando Copa Sul-americana, Campeonato Brasileiro, Paulista, Copa Suruga, Libertadores, Recopa Sul-americana e Mundial de Clubes. Currículo maravilhoso para um treinador que começou na profissão aos 27 anos. Isso tudo pra dizer que Tite como num passe de mágica transformou uma seleção comprometida, em uma seleção vencedora e com vaga garantida para o Mundial da Rússia. O futebol brasileiro ressurge das cinzas e deve a ele a recuperação depois do desastre de 2014. Jogadores antes contestados readquiriram a confiança e o Brasil torna-se um sério candidato à conquista de 2018. É isso aí.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2017

TÉCNICOS, JOGADORES E DIRIGENTES


Afinal quais são os problemas do futebol no Brasil? Técnicos, jogadores, ou dirigentes? Um assunto pra ser colocado em discussão para quem acompanha nosso futebol. Vejo a situação cada vez pior. A falta de qualidade é flagrante dentro e fora de campo. Treinadores ultrapassados, treinadores da nova geração ainda por aprender muito e jogadores cada vez com menos qualidade. E as pré-temporadas pelo visto pouco acrescentam. Os times em sua maioria não têm jogadas ensaiadas, não tem esquemas táticos e o condicionamento físico tem deixando muito a desejar. Isso dá a entender que a pré-temporada no futebol é mal feita. As constantes mudanças nas escalações das equipes – de jogo pra jogo – só serve para não dar conjunto aos times. Não se pode esquecer às más administrações dos clubes na contratação de técnicos e jogadores. Salários fora dos orçamentos e da realidade. E o torcedor? O torcedor que não é bobo prefere ficar em casa comprando pay per view dos jogos. Nosso futebol está em declínio cada vez maior. Com isso as grandes empresas vão se afastando de investimentos publicitários. Confesso que temo pelo futuro do nosso futebol. É isso aí.


sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

SERÁ QUE VAI MUDAR?

Vamos deixar de lado essa de que estamos em começo de temporada. Muitos jogadores ainda não reúnem seu melhor condicionamento físico, mas o que salta aos olhos mesmo é a falta de qualidade. Sejamos honestos conosco mesmo; o futebol brasileiro não tem muita qualidade neste começo de ano. Os grandes clubes reforçaram seus elencos e gastaram e continuam gastando muito dinheiro graças aos patrocinadores. A maioria dos clubes tem feito contratações de acordo com a realidade financeira. Tenho transmitido e acompanhado jogos (ainda) pelos mais diferentes campeonatos. No Exterior estão os melhores do mundo e aqui a volta de brasileiros e a contratação de argentinos, equatorianos, chilenos, colombianos, peruanos, paraguaios e venezuelanos virou rotina. Sem falar da volta dos que estavam na Europa, Países Árabes e China a maioria em fim de carreira. E tem alguns grandes que começaram o ano decepcionando suas torcidas como Grêmio, Internacional, Corinthians, São Paulo, Botafogo, Fluminense e Botafogo só pra citar. Torço para que possam me desmentir ao longo das competições. É isso aí.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas e textoOuça hoje a estréia das Transmissões Esportivas na CBN CURITIBA - AM670 - com a transmissão de Atlético Paranaense x Peñarol (Edilson de Souza, Eduardo Vieira, Henrique Giglio), Paraná Clube e Avaí (Manoel Fernandes) às 20 horas e Brasil vs. Colômbia (Edemar Annuseck, José Domingos e Biro-Biro) às 22 horas, Ouça pela internet acessando... CLIQUE AQUI OUÇA O PROGRAMA ESPORTIVO E JOGOS no site cbncuritiba.com
(*) - O aplicativo da RÁDIO CBN CURITIBA - AM670 -poderá ser configurado nos próximos dias.


terça-feira, 17 de janeiro de 2017

É HORA DE ACORDAR!

O futebol brasileiro já passou dos limites. Já temos mais de 100 jogadores estrangeiros atuando no país. Quando isso aconteceu antes? Nunca. A fragilidade dos clubes está levando nosso futebol a estar cada vez mais endividado. Os grandes investimentos no futebol já estão sendo questionados até pela China. As contratações milionárias do futebol chinês já estão sendo questionadas pelas autoridades daquele país. Esse atual “Eldorado” do futebol mundial pelo visto não vai durar muito tempo. Jogadores brasileiros que foram tentados pelos milhões estão retornando. Mas, o problema mesmo está por aqui. Não existe condição de se pagar o que determinados clubes pagam. Do jeito que a coisa os clubes vão ficar cada vez mais endividados. Nosso futebol precisa passar por uma reestruturação completa. Não existem condições de se pagar mais do que 200 mil reais para os que atuam em nosso país. As publicidades sumiram e as cotas da televisão já não atendem mais as necessidades dos clubes. É hora de parar para pensar e repensar nosso futebol, enquanto há tempo. Cuidado porque "numa dessas a casa cai". É isso aí.