terça-feira, 17 de setembro de 2013

CRER OU ESPERAR PARA VER?


O Senado pode estar ajudando o futebol e outros esportes brasileiros com várias regulamentações a começar pelo período em que os dirigentes podem ficar nos cargos e possam ter apenas uma reeleição. Tudo muito bonito como sempre em nosso querido país. Aqui também temos leis que não permitem dirigir falando ao celular, sem cinto de segurança, velocidade limitada e tudo o mais. Este é o país de leis e mais leis que na verdade não são cumpridas. O esporte brasileiro sempre teve problemas a partir das suas finanças. Quem não se lembra do tempo em que se jogava basquetebol, futsal, voleibol, handebol e praticava atletismo, natação e outros esportes sem nada receber em troca. Os treinos eram realizados à noite depois que os atletas deixavam a empresa onde trabalhavam. Alguns até tiveram privilégios  trabalhando em órgãos públicos, mas não todos. Hoje poucos esportes vivem dessa forma. Foi tudo profissionalizado. Os custos são elevados. Se paga no Brasil muito mais do que os clubes arrecadam. Temos aí os exemplos de basquete, futsal e vôlei – esportes coletivos – onde a cada ano equipes migram para outros clubes ou até ficam sem ter onde jogar. Então acreditar no que o Senado estabeleceu precisa se confirmar e não apenas dizer que acontecerá. Precisa acontecer para que o esporte no Brasil dê uma guinada de 360 graus antes que muitas entidades fechem suas portas. É ver para crer. É isso aí.

Um comentário:

Flávio Guimarães disse...

A máxima de São Tomé cabe perfeitamente no caso, Edemar. Além disso, o jeitinho brasileiro para driblar a legislação deixa antever que o "esforço" do Senado vai para a vala comum das boas intenções e nada mais. Tem gente confundindo esporte com coisa para ser feita nas horas vagas. Com tendência a se profissionalizar cada vez mais, o esporte precisa de apoio forte e sério de leis bem elaboradas e, o mais importante, cumpridas. É ver, para crer!