terça-feira, 23 de julho de 2013

MORREU DJALMA SANTOS


Ele começou como Djalma e tornou-se conhecido mundialmente como Djalma Santos, o maior lateral direito da história do futebol brasileiro, bicampeão mundial (1958-1962). Faleceu em Uberaba nesta terça-feira aos 84 anos depois de internado pela segunda vez com pneumonia grave. Djalma Santos morreu de uma parada cardíaca. Batizado como Dejalma dos Santos nasceu em São Paulo em 27 de Fevereiro de 1929. Djalma Santos residia na cidade de Uberaba, triângulo mineiro com a esposa. Passou a ser conhecido como Djalma Santos a partir do Palmeiras que tinha outro Djalma no time o carioca Djalma Dias.
Clubes
Associação Portuguesa de Desportos, anos 50
Na juventude começou jogando no time da Parada Inglesa para depois ingressar na Portuguesa de Desportos em 1949 passando para o Palmeiras em 1958 e por último Atlético Paranaense em 1968 onde ficou até 1972. Jogou 434 partidas pela lusa do Canindé, 498 jogos pelo Palmeiras encerrando aos 42 anos no Atlético Paranaense por cujo clube atuou em 32 jogos. Embora lateral direito, Djalma Santos marcou 93 gols jogando pela Portuguesa (33), Palmeiras (58) e Atlético Paranaense (2). Sua jogada mais lembrada era a cobrança do arremesso lateral quando ele lançava a bola dentro da área adversária.
Seleção
Brasil, Campeão do Mundo de 1958
Atuou pela Seleção Brasileira em 111 jogos marcando 11 gols. Participou dos Mundiais de 1954, 1958, 1962 e 1966. Na Suécia entrou no lugar de De Sordi exatamente na partida final diante da Suécia quando conquistamos nosso primeiro título. Foi titular no Mundial de 62 no Chile e encerrou sua participação na Seleção na Copa do Mundo de 1966. Nesse Mundial foi substituído por Fidélis na derrota para Portugal jogo que eliminou o Brasil. Sua estreia em Mundiais aconteceu em 16 de Junho de 1954 quando o Brasil derrotou o México por cinco a zero em Genebra. Pinga (2), Baltazar, Didi e Julinho marcaram os gols. O Brasil jogou de Castilho; Djalma Santos, Pinheiro, Brandãozinho e Nilton Santos; Didi e Bauer; Julinho, Baltazar, Pinga e Rodriguês. Nesse Mundial foi escolhido como o melhor lateral formando na Seleção da Copa ao lado de Turek (Alemanha); Djalma Santos, Santamaria (Uruguai) e Neury (Suíça); Boszik (Hungria), Andrade (Uruguai) e Fritz Walter (Alemanha): Julinho (Brasil), Kocsis (Hungria), Schiaffino (Uruguai) e Czibor (Hungria). Seu último jogo em Copa do Mundo aconteceu em 15 de Julho de 1966 quando o Brasil perdeu para a Hungria por três a um em Liverpool. Nesse jogo a seleção alinhou Gilmar: Djalma Santos, Bellini, Altair e Paulo Henrique: Lima e Gérson; Garrincha, Alcindo, Tostão e Jairzinho.  
Títulos
SE Palmeiras, campeão de 1959
Djalma Santos conquistou os títulos das Copas do Mundo de 1958 e 1962, Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1952 e 1955 (Portuguesa), 1965 (Palmeiras), Taça Brasil 1960 e 1967 (Palmeiras), Campeonato Paulista de 1959, 1963 e 1966 (Palmeiras) e Paranaense de 1970 (Clube Atlético Paranaense).
CA Paranaense, campeão de 1970
Morte anunciada
Nos anos 80 durante a transmissão de uma partida no Morumbi pela Jovem Pan fui interrompido por Milton Neves que do Plantão Esportivo anunciou... Morreu Djalma Santos. Ficamos todos consternados com a notícia e pedimos até que se fizesse um minuto de silêncio em homenagem ao grande craque brasileiro. No intervalo da partida a notícia foi desmentida pelo próprio Djalma Santos que pelo telefone disse: “O Milton eu tou vivo. Estou aqui na Parada Inglesa batendo uma bola e tomando agora umas cervejinhas com os amigos”.

Um comentário:

Adalberto Day disse...

Djalma Santos
Que DEUS o coloque na Seleção da vida eterna como o maior lateral que o mundo já conheceu.
Sua educação, sua perseverança, sua lealdade, nunca foi expulso, sua dedicação sua competência, seu futebol refinado fizeram que na copa do mundo substituísse De Sordi na última partida do mundial de 1958 e bastasse essa partida para ser considerado o melhor lateral da copa. Algo inédito e só acontece com grandes exemplos e personalidades.
Passou só por três clubes, um exemplo de jogador que não é mercenário como são boa parte de nossos atletas de hoje. Com seu vigor físico, jogou na época até seus 42 anos, coisa até então impossível. Como lateral da época em que não podia passar do meio de campo, ele foi ousado, fez 93 gols que certamente o coloca como o lateral de sua época, se não de um todo como o maior artilheiro em sua posição do mundo.
A morte anunciada e ainda viveu mais de 30 anos, assim esperamos para todos nós, pois a minha também foi anunciada no dia 1º de julho de 2012.
Edemar parabéns por esta bela homenagem e belo texto sobre nosso eterno Djalma Santos e que DEUS o abençoe.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau