quarta-feira, 30 de maio de 2012

BRASIL GOLEIA ESTADOS UNIDOS

Por quatro a um o Brasil goleou os Estados Unidos em amistoso realizado encerrado há pouco no FedEx Field em Washington. Foi o segundo de uma série de quatro jogos que começou no final de semana com a vitória sobre a Dinamarca por três a um em Hamburgo na Alemanha.
O jogo
O Brasil o placar aos 11 minutos com Neymar cobrando penalidade máxima. O segundo gol aconteceu aos 25 minutos com Thiago Silva escorando de cabeça a cobrança de um escanteio de Neymar. Os norte-americanos descontaram aos 44 minutos com Gomez de cabeça. Na fase final dos 6 minutos Marcelo lançou a Neymar que foi a linha de fundo e cruzou para trás para que Marcelo marcasse o terceiro gol brasileiro. A goleada foi fechada por Alexandre Pato aos 42 minutos chutando de sem pulo.
Súmula
Dirigiu a partida Jeffrey Calderón da Costa Rica.  Assistiram ao jogo 67.619 pagantes. O Brasil alinhou Rafael; Danilo, Thiago Silva, Juan e Marcelo (Alex Sandro); Sandro, Rômulo e Oscar (Giuliano)r; Neymar (Lucas), Hulk (Casemiro) e Leandro Damião (Alexandre Pato). A seleção norte-americana jogou de Howard; Cherundolo (Parkhurst), Onyewu, Bocanegra e Fabian Johnson (Castillo); Edu (Boyd), Bradley, Jones (Beckerman) e Donovan; Gomez e José Torres (Dempsey).

Próximo jogo

A Seleção brasileira cumprirá seu terceiro jogo nesta fase de preparação no próximo domingo (6) enfrentando a Seleção do México. O jogo será às 16 horas pelo horário de Brasília em Dallas no Texas. A última partida acontecerá na próxima quarta-feira (9) emNew Jersey contra a Argentina e talvez seja o melhor teste para a equipe dirigida por Mano Menezes.

Opinião

Os comandados de Mano Menezes não encontraram na seleção norte-americana um adversário de qualidade e venceram o amistoso com absoluta tranquilidade apesar dos muitos erros cometidos pela defesa e meio campo. Thiago Silva e Juan chegaram a dar vários chutões coisa o que não é normal em termos de seleção brasileira. O meio campo brasileiro ainda não está ajustado devidamente. Na verdade houve muita ligação direta da defesa ao ataque. Este funcionou marcando quatro gols. O goleiro Rafael foi exigido pelo fraco time norte-americano. Como estamos em fase de preparação para os Jogos Olímpicos a apresentação brasileira leva uma nota sete (7).

2 comentários:

Flávio Guimarães disse...

O detalhe que me chamou a atenção no encontro entre Estados X Unidos Brasil, Edemar, foi a presença do público: mais de 67 mil torcedores. A minoria, claro, de brasileiros.

Quando Pelé foi contratado pelo Cosmos, de Nova Iorque, há 37 anos, o futebol --chamado de soccer pelos gringos-- era um ilustre desconhecido na terra de Tio Sam. O beisebol, o baquete e o futebol americano (dos fortões vestidos com armadura e capacete --em versão moderna dos gladiadores) dominavam as torcidas, não necessariamente nessa ordem.

Quase quatro décadas depois, o futebol que conhecemos se expandiu no continente norte-americano, a ponto de as duas seleções made in USA, masculina e feminina, serem temidas e respeitadas pelo mundo todo. E a massa torcedora, invade os estádios, cada vez mais entusiasmada.

Exatamente o contrário do que vem acontecendo por aqui, onde os estádios, infelizmente, andam às moscas em vários campeonatos, nacionais e estaduais, com raras exceções.

O que aconteceu? Será que a prata da casa só tem olhos para o exterior e não joga, aqui, o que dela se espera?

O exemplo de Neymar, milionário aos vinte anos, por ter, acertadamente, preferido permanecer no Brasil, deve ser observado. Depois da Copa do Mundo, para Neymar, o céu será o limite. Se houver limite, naturalmente. Atenção, empresários.

E que o passeio da jovem seleção brasileira sobre o selecionado dos Estados Unidos seja o fio de luz no fim do túnel, que todos esperam. Afinal, já fomos chamados de "o país do futebol", mas, hoje, as forças mundiais estão praticamente equilibradas. O Brasil não é mais o bicho-papão.

E nem se pode dizer que houve nivelamento por baixo, vide os exemplos de times fortíssimos em nível mundial. O Brasil, me parece, foi quem estagnou. Até quando? Eis a questão.

EDEMAR ANNUSECK disse...

Meu caro Flávio,
VC tem razão sob todos os aspectos. Nosso futebol doméstico já não é mais nem o arroz com feijão, acho que virou feijão com farinha de mandioca. os altos salários pagos erradamente pelos clubes para brecar a saida de alguns virtuosos, deve ser levado em consideração. O público brasileiro que já teve o "melhor futebol do mundo" como vc cita não é bobô nem burro. Não acha o dinheiro no capim. Obrigado pela sua importante opinião.