quarta-feira, 18 de abril de 2018

HISTORINHAS DO RÁDIO


Na Copa do Mundo de 1974 algumas emissoras até por questões econômicas começaram a transmitir jogos em Off-Tube do Centro de Imprensa instalado em Frankfurt na Alemanha. A TV Alemã curiosa com o acontecido acabou filmando uma dessas transmissões e colocou no ar “Esses brasileiros transmitem do Centro de Imprensa e dizem estar nos estádios”.

Num voo de São Paulo para Belo Horizonte pela VASP nos anos 70 para a cobertura de um jogo aconteceu um imprevisto. O avião depois de muita turbulência no trecho teve que retornar a Congonhas. Pelos menos 20 profissionais de rádio de São Paulo estavam a bordo. Um deles (Operador de externa) apavorado com a turbulência pediu para descer da aeronave. Nunca mais foi visto no meio.

Num jantar em Ribeirão Preto em uma Churrascaria que estava situada junto ao Estádio Palma Travassos do Comercial FC aconteceu um fato hilariante. Um motorista da Jovem Pan – bom de garfo – sofreu uma brincadeira dos companheiros. Combinado com o garçom ele foi comunicado de que a partir daquele momento tinha encerrado o rodízio pra ele. Agora seria só a La carte.

Wanderley Nogueira participou de uma cena inusitada na Avenida Brigadeiro Luiz Antônio na década de 70. Ao ver o colega Rubens Pecce da TV Gazeta sendo agredido partiu pra cima dos agressores. Aí alguém gritou: “para, para, para”. Era que a cena era de um filme que estava sendo rodado.

Randal Juliano e eu estávamos em Manaus em 1973 para a transmissão de um jogo do São Paulo pelo Campeonato Brasileiro. Na véspera da partida fomos ao “Bigode do meu tio” casa tradicional na época. Acomodados, Randal pediu ao garçom: “Traga-me um copo de leite”. E ouviu como resposta: “Aqui não servimos copos de leite”. Randal virou pra mim e disse: “Viu eu pedi. Eles não tem. Por favor, garçom traga-me uma dose dupla de Uísque”. Dona Darcy sua esposa pediu pra que não tomasse bebidas alcoólicas. O problema era a úlcera.

Após Alemanha 1 x 0 Argentina na decisão da Copa do Mundo de 1990 colegas do rádio brasileiro com os quais eu estava resolveram comer uma feijoada em plena noite de domingo em Roma. Havia um restaurante de brasileiros no caminho para o Vaticano. Caipirinha pra começar e muita cerveja. Serviram a feijoada em um prato pra cada um. Era feijoada de lata do Brasil. Custo da brincadeira: 100 dólares por cabeça.

A última....
Carnaval no Rio de Janeiro, ano de 1974. Eu estava na cabine da Jovem Pan na Avenida do desfile. Chega o repórter Chico Falcão e avisa: “Edemar vou ao Aeroporto Santos Dumont e faço um boletim de lá”. Alguns anos depois encontrei o Chico Falcão no Rubayat da Alameda Santos. Aproveitei e disse a ele: Estou esperando você fazer o boletim lá do Aeroporto. Foi uma gargalhada só.

Um comentário:

Adalberto Day disse...

Grande Edemar!
Belos contos do rádio esportivo por este Brasil afora que tanto você conheceu. O Alemão de Blumenau que fez e sempre fará história.
Soube que você momentaneamente está deixando o Rádio, quem tem a perder são os ouvintes que te acompanham por mais de 50 anos como eu, desde os idos anos na Rádio Nereu Ramos de Blumenau.
Forte abraço e que DEUS sempre o proteja.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau.
e mail familiaday@terra.com.br