terça-feira, 26 de maio de 2015

A MORTE DO RÁDIO

Repriso aqui uma matéria que publiquei no dia 8 de Abril de 2013. Cada vez mais verdadeira.


Li por esses dias um texto do consagrado Flávio Ricco que escreve há muitos anos uma coluna sobre rádio e jornal, hoje no site da UOL. O assunto girou em torno do rádio, assunto ao qual tenho me referido com muita constância até. Flávio Ricco publicou a matéria “Rádio do Brasil a beira da falência”. O texto com a devida autorização do Flávio e da UOL publico na íntegra: “Estão cada vez mais curtas as verbas publicitárias destinadas às emissoras de rádio e é por aí que entra a tal questão colocada na propaganda do biscoito: as verbas estão mais curtas por que o serviço é mal feito”? Ou o serviço é mal feito por que as verbas estão mais curtas? Fato é que emissoras importantes, inclusive dos grandes centros, estão vivendo uma realidade diferente de 10 ou 15 anos. A fase é incomparavelmente pior. Salvo raras e honrosas exceções, algumas já não têm onde correr. Lamenta-se tudo isso, entre outros motivos, pela força que o rádio ainda representa. É natural que uma série de percalços contribuiu de maneira decisiva até se chegar ao estágio atual. Mas é impossível não colocar como principal deles a proliferação dos prefixos, a maioria destinada a pessoas que de rádio só conhecem ou ouviram o de cabeceira. E a tendência, para o que já está muito ruim, é de ficar ainda pior. Até mesmo os perniciosos compradores de horários, sabendo da importância que o dinheiro deles hoje representa, negociam com boa parte das emissoras da maneira que bem entendem. “As perspectivas, tristemente se consta, são as sombrias”. Parabéns Flávio, concordo inteiramente com o seu belo texto. E acrescento: E as autoridades será que já atentaram para o que está acontecendo com o rádio o maior prestador de serviço do país? É isso aí.

Um comentário:

FG-News.blogspot.com.br disse...

Caro amigo Edemar. O "som" do rádio atual define a razão pela qual este maravilhoso veículo de comunicação está à beira do precipício. Pula ou não pula? - eis a questão.
Grande abraço.