sábado, 7 de dezembro de 2013

PERDENDO A CREDIBILIDADE



Estou evitando escrever sobre esse assunto há muito tempo. Mas, os amigos ficam me cutucando cobrando minha opinião. A cobrança é sobre a circulação dos grandes jornais brasileiros aos domingos e o comportamento das emissoras de rádio nesse dia. Primeiro os jornais. Já há muitos anos em São Paulo eu deparava com a venda dos jornais de domingo logo após o almoço de sábado nas esquinas, semáforos, à porta de restaurantes e nos postos de gasolina. Inicialmente comprei e com o advento da internet deixei de comprar. Por quê? Porque estampam algumas matérias interessantes, mas as notícias e os fatos que ocorreram no sábado depois do almoço e a noite como é que ficam? Hoje estava parado num semáforo da Rua Chile em Curitiba e me aparece um rapaz vendendo um exemplar do mais importante jornal do estado, edição de domingo. Para estar sendo comercializado às 13h30 deveria ter sido fechado no máximo até o meio dia.
O outro assunto diz respeito ao funcionamento das emissoras de rádio aos domingos. Exceto as grandes como Jovem Pan, CBN, Bandeirantes em São Paulo e algumas poucas de outras capitais mantém seu jornalismo reduzido sim, mas funcionando a pronto para qualquer ocorrência. É por isso que os jornais e as rádios brasileiras estão perdendo cada vez mais sua credibilidade. Perda maior para os jornais já combalidos pelo surgimento da internet. O rádio não fica longe. Tem rádio que deixa tudo gravado a partir do meio dia de sábado até segunda-feira às seis da manhã. Isso se chama falta de visão e profissionalismo. E depois não venham reclamar e demitir funcionários porque o faturamento caiu. Caiu pela incompetência dos gestores desses veículos. É isso aí.

Um comentário:

Flávio Guimarães disse...

A gente fica parecendo aves de mau agouro, mas a situação, infelizmente, é essa mesmo, Edemar. Também tenho evitado me manifestar, pois fico parecendo disco riscado repetindo, repetindo, repetindo...
O rádio, como veículo é insuperável. Exceto pela preguiça ou pela incompetência de quem o faz. O mesmo acontece com os jornais, não há dúvida. Para justificar a indolência é mais fácil culpar a concorrência da Internet. Ouvi, hoje, uma expressão dirigida à "juventude de bunda gorda", em clara alusão aos jovens profissionais preguiçosos que preferem ficar diante do computador em vez de sair à caça da informação. Pouco tempo atrás, o rádio pautava os jornais. Depois, a situação se inverteu. Hoje, a Internet ocupa a primazia. No entanto, a vida acontece fora da tela do computador, mas, para muitos colegas, é mais cômodo esperar para ver o que vai pintar na web.