quinta-feira, 1 de agosto de 2013

RÁDIO ESPORTIVO PAULISTA

O que eu tinha previsto acabou acontecendo. Terminou a equipe esportiva da Bradesco Esportes FM em São Paulo. Aliás, começou mal e terminou pior ainda deixando desempregados grandes profissionais. Alugar prefixos para fazer volume é um dos grandes erros do Grupo Bandeirantes. Fazer esporte no rádio foi e é para poucos. No meio Jovem Pan, Bandeirantes e Globo seguem há décadas no rádio esportivo. Outras no AM e FM chegam de repente e de repente desaparecem. Seria só pela falta de audiência e por extensão a dificuldade de comercializar publicitariamente? Ou seria a falta de visão de quem dirige esses esquemas? A Bradesco Esportes FM com as demissões retransmitiu ontem à noite a Band News. E no mercado tem outra emissora que pelo andar da carruagem não deve ir longe com sua forma de fazer esporte. É a Rádio Estadão. Tem excelente programação jornalística, mas está apostando errado em Jornadas Esportivas. O que o Grupo Estadão aceitou colocar no ar não serve para o rádio. Transmissão esportiva no rádio tem que ter narração, comentários e repórteres, mas, tudo muito bem distribuído. Ninguém liga o rádio para ouvir um jogo de futebol e acaba ouvindo um bate-papo. Por melhor que sejam os que apresentam o futebol a Rádio Estadão jamais vai competir com as transmissões esportivas da Jovem Pan, Bandeirantes, Globo, CBN, Capital e das emissoras em FM. A Rádio Estadão comenta os jogos off-tube copiando a cobertura da Jovem Pan na Copa do Mundo de 2002. Pra quem não sabe a Pan não concordou pagar o valor exigido pelos direitos do evento. Vejo um futuro tempestuoso para o rádio esportivo. É isso aí.

Um comentário:

Flávio Guimarães disse...

Você tem razão, Edemar Annuseck. Suas palavras, bem colocadas, explicam com muita categoria o ditado popular que ensina: "cada macaco no seu galho".

Sobre o futebol na rádio Estadão, aquilo não pode ser chamado de transmissão. O "bate-papo" durante as partidas é constrangedor. Deve ser o máximo, para quem "inventou" o formato. Outro dito popular situa muito bem o resultado da invenção. Aquilo não é "nem piruá nem pipoca". Para falar a verdade, não é coisa nenhuma. Pobre rádio, vítima de tantos inventores...