domingo, 24 de março de 2013

E A NOSSA SELEÇÃO?


Questionar Luiz Felipe Scolari neste instante seria falta de bom senso. Muito cedo para analisar se está certo ou errado em suas atitudes. Claro que na era Mano Menezes foram testados algumas dezenas de jogadores sem se chegar a um consenso. Vejo antes do jogo de amanhã contra a Rússia a dúvida entre Oscar e Kaká colocada pelos jornalistas que acompanham a seleção. Oscar deveria ser efetivado porque tem se constituído no melhor jogador da seleção desde que foi escalado pela primeira vez.  E porque não Kaká ao lado de Oscar. A seleção precisa aproveitar os talentos que tem (não são muitos) e não simplesmente convocar sem utilizá-los adequadamente. A equipe que jogou contra a Itália apresentou muitas virtudes e ao mesmo tempo muitos erros. Erros sucessivos nos passes de curta e média distância. Erros na cobertura especialmente pelo lado de Daniel Alves. No primeiro tempo o lateral esquerdo Felipe Luís jogou muito. Na fase final caiu sua produção. No meio de campo sobressaiu-se Hernanes, mais maduro, mais experiente, porém ainda muito individualista. Fernando como jogador de contenção é limitado. Eu sei que você vai dizer que sempre tivemos um jogador no estilo Dunga. Sempre tivemos. Acontece que como nosso time tem jogadores de frente com bom toque de bola, habilidade e velocidade a saída de bola do meio campo a partir de Fernando se torna lenta. Vejamos como Felipão escalará o time para o jogo de amanhã e como essa formação se comportará. É isso aí.

Um comentário:

Flávio Guimarães disse...

Caro Edemar

Às vezes, quando vejo tanta indecisão sobre escalar ou não os craques disponíveis a serviço da seleção brasileira, me lembro de meus tempos de menino.

A diversão maior para um moleque de 12, 13, 14 anos e pouco mais era bater uma bolinha nas várzeas que havia aos montes em minha querida Sorocaba. Inclusive perto de casa, em Vila Amélia, nos idos da década de 1960.

Nessas ocasiões a regra era a seguinte: escolhem-se os melhores de cada lado e "vamo que vamo", sem o preciosismo de não escalar dois craques de uma mesma posição. Dentro do campo tudo se ajeitava.

Parece que o tempo, em vez de esclarecer, tem complicado a cabeça dos treinadores. Até de Felipão.

Ora, se Kaká e Oscar jogarem bem juntos que mal há em escalar os dois? E quaisquer outros que, embora joguem na mesma posição podem decidir, pelo talento.

Como eu disse, dentro de campo, tudo se ajeita.

Abração,

FG