terça-feira, 5 de junho de 2012

O CARREGADOR DE PIANO

O futebol brasileiro sempre teve os chamados “carregadores de piano”, jogadores que jogam muitas vezes por eles e pelos outros com fôlego para socorrer a tudo e a todos. Na Copa de 70 essa figura foi Clodoaldo Tavares Santana, o Corró, que jogava por ele e muitas vezes pelos outros. Foi um cracaço e um verdadeiro carregador de piano. Tivemos outros como Dunga mais recentemente. Hoje  a seleção não tem ninguém. Essas filosofias de futebol moderno que a imprensa denomina e os treinadores falam em alto e bom som não é uma verdade verdadeira. Os treinadores costumam dizer e os analistas repetem que o time tal jogará ou está jogando no 4-3-3 ou no 3-5-2 e por aí vai. Falar é uma coisa, mas a realidade é bem outra. Você olha e vê em campo um amontoado de jogadores embolando e afunilando o jogo. Com exceções se vê algo arquitetado e que realmente funcione. E na atual seleção brasileira falta um carregador de piano. Hoje o que mais tem essas características é Arouca do Santos. Ele ao lado de Paulinho do Corinthians mais Oscar ou Ramirez e Paulo Henrique Ganso poderão dotar o meio campo brasileiro da qualidade que falta. Por enquanto fico por aqui. Opinem!!

3 comentários:

Flávio Guimarães disse...

Ser "carregador de piano" pressupõe amor à camisa, senso de equipe, espírito esportivo e muita dedicação. Jogar pelo companheiro, correr em dobro, "suar a camisa" é a recompensa de quem persegue a vitória.

Visto assim, acho que o espécime está em vias de extinção, Edemar.

Você já notou, certamente, que alguns jogadores, quando marcam gol, empurram os colegas que tentam abraçá-lo e correm deles, em vez de correr ao encontro deles. Mais ou menos como a dizer "você não vai sair na foto ou aparecer na TV, às minhas custas".

Com essa mentalidade, não há carregadores de piano que resistam.

EDEMAR ANNUSECK disse...

Essa é a grande realidade do futebol nos dias de hoje. Aparecer na frente da câmera, fazer gestos diferenciados é mais importante para os jogadores do que suar a camisa pelo time.
Por isso os estádios estão cada vez mais vazios.
O torcedor não é burro e não está com dinheiro sobrando.
É isso aí Flávio.

Adalberto Day disse...

Bela postagem Edemar
O Carregador de piano aqui citado Clodoaldo, realmente foi um dos melhores da história. Na copa de 1970 foi decisivo com aquele time que tinha mais meias esquerdas que marcadores. Clodoaldo além disso era talento puro e nato, grande jogador do Santos F.C.
Adalberto Day cientista social e pesquisador da história em Blumenau.