domingo, 31 de julho de 2011

OS GOLEIROS - PARTE I -

Os goleiros de hoje que muitos ainda chamam de arqueiros, estão deixando muito a desejar. E olha que hoje tem treinadores individuais o que até os anos 60 não existia, pelo menos no Brasil. Lembro quando estive na Copa da Alemanha em 1974 e acompanhei os treinamentos e todos os jogos da seleção anfitriã que viria a se tornar a campeã. Já tinha admiração por Sepp Maier e essa admiração aumentou quando “in loco” presenciei como era exigido nos treinamentos. Sepp Maier dificilmente espalmava uma bola. Sempre saia ao seu encontro para segurá-la. Tinha excelente colocação e era ágil ao sair debaixo da trave diferente dos goleiros de hoje.  São poucos os que seguram um chute, um cruzamento ou saem na cobrança de escanteio para segurar a bola. Para os goleiros de hoje tornou-se mais fácil desviar ou espalmar. Por isso os gols vão se sucedendo à medida que as defesas parciais permitem ao atacante apanhar o rebote e marcar.

Fundamental
Não sou treinador de goleiros; fui um modesto goleiro na minha juventude e resolvi abraçar o jornalismo aos 18 anos exatamente porque não via futuro no esporte naquela época. A gente praticamente pagava para jogar. O que eu gostaria de colocar é que os goleiros de hoje precisam corrigir alguns procedimentos para jogar futebol. a) – Preparar-se melhor para chegar antes do que o adversário na bola evitando com isso ter que espalmar ou desviar. b) – Jogar debaixo da trave para evitar gols por cobertura que acabam sendo definidos como “golaços” quando na verdade foram originados pela má colocação dos goleiros. c) – Bola na pequena área é do goleiro mesmo. Ele precisa se antecipar na cobrança de um escanteio e saber se colocar na cobrança de uma falta. Muitos gols em cobranças de falta ocorrem pela má colocação dos goleiros. Muitos se escondem atrás da barreira inclusive, e outros não sabem formar a barreira de forma correta.  d) – Segurar firme a bola é o caminho mais curto para se evitar o gol. Para isso são necessários treinamentos e mais treinamentos com as correções imediatas por parte dos treinadores. e) – Reflexo, agilidade, rapidez e frieza são fundamentais para o bom goleiro. f) – Nem sempre a altura ou envergadura do goleiro são importantes. Há exemplos históricos como de Valdir Joaquim de Moraes, Cláudio César de Aguiar Mauriz, Cláudio Tafarel, tidos como “baixos” para a profissão. Foram grandes goleiros respectivamente jogando pelo Palmeiras, Santos e Internacional e na Seleção Brasileira.
Até mais.

Um comentário:

FLÁVIO GUIMARÃES disse...

Costumo dizer, ao reclamar do trânsito, que o Brasil deveria ser grande centro "produtor" de goleiros. E digo isso porque é impressionante como a maioria dos motoristas fecha o ângulo, nas esquinas, impedindo que outro veículo tenha acesso à rua em pretende entrar. A cena: carro irrompe no "corner", posiciona-se obliquamente em relação à transversal, em ângulo de 45 graus, e simplesmente "mata a jogada" do motorista "adversário", ao impedir que este atinja a meta, qual seja dobrar a esquina. Por esse raciocínio, Edemar, ocorre-me que o brasileiro tem talento inato para a função de goalkeeper (lembra disso?), mas você, didaticamente, mostra as razões pelas quais nossos goleiros têm cometido tantas falhas. Continuo com a impressão de que brasileiro tem talento natural para a função de guarda-metas, mas, agora, sei que apenas a vocação não basta. É precisar treinar para aperfeiçoar a técnica. rsrsrs