Quando escrevi e falei que o "futebol deixou de ser esporte para se tornar num grande e lucrativo negócio” muita gente discordou.
Hoje todos estão usando essa frase para analisar o estado atual do esporte mais
popular do Brasil. E agora que a “casa está caindo” as peças vão se juntando
cada vez mais para se formar num grandeiceberg. Não é de hoje que eu tinha uma
má impressão de determinados fatos que tomei conhecimento e outros que
presenciei. Em 1988 acompanhei a Seleção Brasileira de futebol nos
Estados Unidos a caminho dos Jogos Olímpicos de Seul. Após conquistar o Torneio
das Nações em Los Angeles o Brasil teve que fazer mais dois jogos amistosos afim de arrecadar dinheiro para as despesas na Coreia. Ué mas e o dinheiro dos
jogos de Los Angeles não seriam suficientes? Hildo Nejar chefe da delegação me
chamou para mostrar porque a necessidade de mais partidas; era para fazer
caixa. Mostrou dois depósitos feitos em nome de um empresário que programou os
jogos e outro de um vice-presidente da CBF. Para cada conta foram depositados 125
mil dólares da quota total de 250 mil dólares da competição de Los Angeles.
Isso para mostrar que vem de longa data o repasse de dinheiro para dirigentes e
empresários. Neste momento com a prisão de José Maria Marin e outros envolvidos
no escândalo detectado pelos Estados Unidos o futebol está balançando. A VISA
um dos grandes patrocinadores do futebol mundial poderá rever e até retirar seu
investimento. Adidas e Coca-Cola se mostram preocupados com a situação. Aqui no
Brasil a maioria dos nossos clubes está sem o patrocínio máster a mais de um
ano. Nosso futebol já não apresenta grandes espetáculos e agora poderá ficar
mais órfão com o que foi revelado ao mundo. Os dirigentes estão “matando o futebol”. É isso aí.
Nenhum comentário:
Postar um comentário