O terceiro jogo da seleção brasileira sob o comando de
Luiz Felipe Scolari ainda não pode servir de parâmetro para uma análise.
Estamos muito distantes das necessidades que o nosso selecionado tem em relação
às exigências que o futebol requer. O empate com a Rússia serve mais de alerta
do que como para uma análise mais profunda das nossas atuais condições. Felipão
a exemplo de Mano Menezes está dando chance e testando jogadores para chegar a
uma conclusão. Infelizmente seguimos com muitos problemas e dúvidas em relação ao
time que o povo brasileiro quer ver em campo na Copa das Confederações e na
Copa do Mundo. Repito o que já escrevi várias vezes. Estamos passando ainda,
por um ciclo de reposição de peças no futebol brasileiro. Surgiram caras novas
como David Luiz, Thiago Silva, Oscar, Neymar entre outros. Mas é muito pouco
para dizer que a seleção está formada e que nós acreditamos firmemente na sua
vitória. Não é bem assim. Gostaria que fosse. Temos que dar tempo ao tempo.
Talvez não se colha os resultados esperados na Copa das Confederações e quem
sabe isso possa ocorrer no Mundial. Vamos continuar acreditando. É isso ai.
Lamentavelmente os Campeonatos Estaduais estão cada vez
mais em baixa. O interesse pelas competições nos principais centros esportivos
do país caiu substancialmente. A prova está na presença cada vez menor dos
torcedores nos estádios. Sábado o líder São Paulo recebeu 9.254 pagantes no
Morumbi na vitória sobre o Bragantino por dois a zero, Fluminense (campeão
brasileiro), zero, Duque de Caxias, zero (1.288), Flamengo, zero, Boa Vista,
zero (4.171) eGrêmio, dois, Caxias, zero com (15.530)pagantes. Ontem tivemos Guarani, zero, Corinthians, um (6.379), Palmeiras, zero, Santos,
zero (11.912), Coritiba, dois, Paraná, três (10.909) e Cruzeiro, dois, Caldense,
um com (17.329) pagantes. Vejam como diminuiu o número de torcedores na maioria
dos jogos. Os campeonatos estaduais estão na UTI por conta do calendário do futebol
que reduziu o período de realização para no máximo quatro meses. A solução está
na mão dos dirigentes da CBF, federações e clubes. É isso aí.