Vocês que acompanham minhas postagens já devem ter lido
várias vezes sobre o que escrevo do momento do futebol brasileiro. Fiquei feliz
e com certeza vocês também com a conquista da Copa das Confederações e a forma
de jogar do time orientado por Luiz Felipe Scolari. A final foi de encher os
olhos da torcida brasileira. Passadas essas emoções estamos de volta à
realidade do nosso futebol caseiro. E essa realidade nos mostra de que do time
com Júlio César; Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo; Luiz
Gustavo, Paulinho e Oscar; Hulk, Fred e Neymar apenas Fred joga no Brasil. O
que se viu nas partidas de volta do Campeonato Brasileiro da Série “A” foi à mesmice
de sempre. O público presente nos 10 jogos somou pouco mais de 110 mil
pagantes, média de 11 mil por partida. Isso se deve em parte ao jogo do
Flamengo que teve 52 mil pagantes em Brasília, cidade que não está acostumada a
ver grandes jogos. O futebol do Brasil precisa se enquadrar a uma nova
realidade, em nova filosofia, a da contenção de despesas. Pelo futebol que se
vê não se pode pagar “rios de dinheiro” nem para jogadores e muito menos aos
treinadores. A maioria dos clubes está de “pires na mão”. Muitos com salários atrasados
(times grandes). O dinheiro dos direitos de transmissão e das publicidades
deveria ser colocado na “balança” e a partir desses valores é que o elenco
deveria ser formado. O futebol brasileiro não tem condições de pagar 500, 700 e
até 900 mil reais de salários para treinadores. O Clube Atlético Paranaense
tendo em vista as obras da Arena da Baixada enquadrou todos os seus
funcionários, atletas, treinadores e auxiliares com salários compatíveis com
sua arrecadação. Nem um centavo a mais, nem um centavo a menos. Só dessa
maneira o futebol brasileiro poderá ser autossuficiente. Está na hora dos
dirigentes pensarem nesse assunto. É isso aí.