A fusão no futebol brasileiro trouxe resultados positivos em
curto espaço de tempo, mas depois acabou deteriorando. Isso com raras exceções. Existem vários exemplos disso.
Em Santa Catarina o Joinville EC fruto de uma fusão entre
América-Caxias clubes tradicionais deu a largada no estado. O futebol do JEC obteve grandes e seguidas
conquistas e vai para mais uma final. Mas, América e Caxias continuam
existindo e disputando nas divisões menores. Em Blumenau o Blumenau Esporte Clube tornou-se a paixão da cidade
nos anos 90 com grandes investimentos, mas sem nenhum título importante conquistado.
Lá em verdade o Palmeiras Esporte Clube deixou de existir para dar lugar ao BEC
porque os torcedores do GE Olímpico nunca aceitaram a fusão. Em Brusque da
mesma forma apesar da criação do Brusque EC, Clube Atlético Carlos Renaux e
Clube Esportivo Paysandu nunca deixaram de existir, apenas pararam de praticar
o futebol profissional. Em Blumenau o Estádio que pertencia ao Palmeiras pelas
dívidas contraídas pelo BEC foi a leilão e não existe mais. Em Brusque, Carlos
Renaux e Paysandu mantém seus estádios. O mesmo ocorre em Joinville com América
e do Caxias. A “Fusão” a cada dia faz novas vítimas. É o caso do Paraná Clube,
vitorioso na união do Colorado com o Pinheiros. Quando tudo começou em 1989 o
clube chegou a 60 mil sócios. Hoje não deve ter mais que 5 mil pagantes. Em
1989 tinha diversos patrimônios. Hoje se resume a Vila Olímpica do Boqueirão, a
sede da Kennedy e a Vila Capanema. O Estádio Durival Brito e Silva deixará de existir em pouco tempo para dar lugar a obras projetadas pelo governo. A triste realidade
de tudo isso é que o futebol brasileiro está endividando cada vez mais os clubes. Vai chegar o dia em que serão chamados pelo governo para saldar as enormes dívidas contraídas e aí muitos vão jogar a toalha. E isso talvez não esteja tão longe de acontecer. É isso aí.
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