Pedro Virgílio Rocha Franchetti que faria 71 anos nesta
terça-feira faleceu ontem em São Paulo vítima de atrofia do mesencéfalo, doença
degenerativa que o acompanhava há cinco anos. Filho de pai brasileiro e mãe
uruguaia foi um dos maiores jogadores da história do futebol. Além de craque
era um “gentleman” fora dos gramados. Lá dentro dava o sangue pela camisa que vestia
e não admitia moleza de seus companheiros. Bati longos papos com ele quando pela Jovem
Pan acompanhava os jogos do São Paulo pelo país afora. Rocha sempre foi um bom
papo. Ao lado de Randal Juliano trocamos muitas ideias e sempre vimos nele além
do jogador excepcional que foi uma pessoa atenciosa com todos. Marcou época no futebol
uruguaio onde começou sua carreira sendo campeoníssimo pelo Penarol. Conquistou
títulos nacionais, da Libertadores e foi bicampeão mundial de clubes pelo time
uruguaio.
Chegou ao São Paulo em
Setembro de 1970 depois da Copa do Mundo do México. No tricolor paulista foi um
dos maiores ídolos. Saiu do São Paulo em 1977 para jogar no Coritiba e depois
no Palmeiras, Bangu e no Monterrey do México.Encerrou sua brilhante carreira em 1980. Defendendo o Uruguai em quatro
mundiais. Foram 52 partidas pela Celeste Olímpica com 17 gols assinalados. No
Peñarol marcou 81 gols em 159 jogos, pelo São Paulo disputou 375 partidas
marcando 113 gols. Tornou mais tarde treinador passando pelo Mogi Mirim,
Portuguesa de Desportos e Internacional. Recebeu de um escritor uruguaio o apelido de "El Verdugo" porque fazia o que queria com a bola e acreditava totalmente nele. Ouça um dos gols de Pedro Rocha marcado em 1976 na goleada do São Paulo sobre a Portuguesa de Desportos por quatro a zero.
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