O que eu tinha previsto acabou acontecendo. Terminou a
equipe esportiva da Bradesco Esportes FM em São Paulo. Aliás, começou mal e
terminou pior ainda deixando desempregados grandes profissionais. Alugar prefixos
para fazer volume é um dos grandes erros do Grupo Bandeirantes. Fazer esporte
no rádio foi e é para poucos. No meio Jovem Pan, Bandeirantes e Globo seguem há
décadas no rádio esportivo. Outras no AM e FM chegam de repente e de repente
desaparecem. Seria só pela falta de audiência e por extensão a dificuldade de
comercializar publicitariamente? Ou seria a falta de visão de quem dirige esses
esquemas? A Bradesco Esportes FM com as demissões retransmitiu ontem à noite a
Band News. E no mercado tem outra emissora que pelo andar da carruagem não deve
ir longe com sua forma de fazer esporte. É a Rádio Estadão. Tem excelente programação
jornalística, mas está apostando errado em Jornadas Esportivas. O que o Grupo
Estadão aceitou colocar no ar não serve para o rádio. Transmissão esportiva no
rádio tem que ter narração, comentários e repórteres, mas, tudo muito bem
distribuído. Ninguém liga o rádio para ouvir um jogo de futebol e acaba ouvindo
um bate-papo. Por melhor que sejam os que apresentam o futebol a Rádio Estadão
jamais vai competir com as transmissões esportivas da Jovem Pan, Bandeirantes,
Globo, CBN, Capital e das emissoras em FM. A Rádio Estadão comenta os jogos
off-tube copiando a cobertura da Jovem Pan na Copa do Mundo de 2002. Pra quem
não sabe a Pan não concordou pagar o valor exigido pelos direitos do evento. Vejo
um futuro tempestuoso para o rádio esportivo. É isso aí.
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