No final de semana choveram críticas de todos os lados
aos goleiros Júlio César de Corinthians e Deola do Palmeiras. As torcidas e a
imprensa não pouparam os gols sofridos por ambos. Foram responsabilizados pela
eliminação de seus clubes. Isso não é novo. Em 1950 Moacir Barbosa o grande
goleiro do Vasco da Gama foi responsabilizado pela perda do título mundial para
o Uruguai. Sempre foi assim e vai continuar desse jeito. Infelizmente os heróis
de ontem são os crucificados de hoje e assim por diante. O que salta aos olhos
é o comportamento de alguns goleiros (deixando de lado o que ocorreu com Júlio
César e Deola) é a falta de qualidade dos que hoje estão em atividade. Sabem por
quê? Porque há muitos anos o goleiro brasileiro tem treinadores específicos para
aprimorar sua técnica. Em outras épocas os próprios treinadores das equipes
exercitavam os goleiros nos treinamentos físicos, ou antes, das práticas
coletivas. Se os goleiros eram melhores ou piores em relação aos atuais não é o
caso. Tenho observado de 2002 pra cá que os goleiros brasileiros têm sofrido gols
incríveis para os quais a imprensa exalta como verdadeiras obras primas ou como
golaços. Não é bem essa a realidade. Se você internauta prestar atenção (e hoje
a televisão com a avançada tecnologia permite isso) muitos desses gols são
falhas gritantes dos goleiros por estarem mal posicionados. Os goleiros de hoje
(há exceções) não sabem sair numa bola cruzada na pequena área. Outrora se
dizia que “bola na pequena área é do goleiro”, hoje isso não ocorre com a
frequência necessária. Os goleiros costumam jogar no limite da pequena área e
aí os chutes de longe por cobertura são cognominados de golaços. Cabe a
pergunta: Os goleiros são treinados corretamente ou na hora do jogo deixam de
lado o que aprenderam.
Em tempo: É por esses motivos que hoje não temos um
goleiro qualificado para ser o titular da Seleção Brasileira. É isso aí.
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