domingo, 18 de outubro de 2015

QUEM PARA O CORINTHIANS?



A sete rodadas do final o Campeonato Brasileiro parece já ter o seu campeão. Com oito pontos de diferença em relação ao Atlético Mineiro (59), doze do Grêmio (55), dezoito do Santos (48) o Corinthians já pode mandar fazer as faixas. O Timão jogará ainda contra o Flamengo, Coritiba, São Paulo e Avaí em casa, Atlético Mineiro, Vasco da Gama e Sport fora de casa. Só um uma virada total com Atlético Mineiro ou Grêmio ou ainda o Santos vencendo todos os jogos e o Corinthians perdendo pelo menos três partidas mudaria o panorama totalmente. Pela regularidade o Corinthians dificilmente deixará de ser o campeão. Atlético Mineiro e Grêmio apresentam muitos altos e baixos e o que está subindo de produção só mesmo o Santos. Cada time terá sete jogos com 21 pontos em disputa. Quem pode parar o Corinthians?. É isso aí.

sábado, 17 de outubro de 2015

PARANÁ CLUBE: O RETORNO



Curiosa trajetória a do Paraná Clube fruto da fusão Colorado/Pinheiros em 19 de Dezembro de 1989. Com sete (7) títulos estaduais, Campeão da Série “B” em 1992 e 2000 (Torneio João Havelange), quinze (15) participações na Série “A”, onze (11) na Série “B” e uma (1) na Série “C” está lutando para retornar a elite do futebol brasileiro desde 2008. Com problemas financeiros desde então o clube que teve em Rubens Minelli seu primeiro treinador e 50 jogadores vindos do Colorado e Pinheiros não consegue subir. Os altos e baixos devem ser atribuídas as mudanças constantes do elenco e treinadores além dos problemas financeiros. No atual campeonato ocupa a décima segunda posição com 39 pontos ganhos fruto de dez (10) vitórias, sete (7) em casa e três (3) fora, nove (9) empates, cinco (5) em casa e quatro (4) fora, doze (12) derrotas, três (3) em casa e nove (9) fora. O futuro do clube está nas mãos dos recém-eleitos novos dirigentes. A manutenção da maioria dos jogadores do atual elenco e a contratação de outros poderá ser o caminho para o retorno a Série “A” em 2016. Torço por isso assim como torcem os torcedores do simpático “Tricolor das Vilas”. É isso aí. 

quinta-feira, 15 de outubro de 2015

NHÔ RUIM E NHÔ PIOR!



O Campeonato Brasileiro está cada vez mais louco no sobe e desce das últimas posições. O Coritiba já entrou e saiu da Zona de Rebaixamento algumas vezes como outros times também. Com a derrota de ontem o time paranaense está novamente entre os quatro piores com 13 derrotas, 8 vitórias, 9 empates e saldo negativo de 11 gols. Na mesma situação está Avaí (embora em décimo sexto lugar) com 15 derrotas. Goiás, Vasco da Gama e Joinville também não conseguem sair do buraco em que se meteram. Duro mesmo é ver grandes times como São Paulo e Palmeiras jogarem o futebol que estão jogando. No caso tricolor apenas se repete o que já escrevi de há muito; não adianta trocar de treinador quando não se tem jogadores de qualidade. Já o Palmeiras gastou uma fortuna em contratações e vem decepcionando cada vez mais a sua torcida. E o que dizer do Atlético Paranaense sem vencer a oito jogos. E as campanhas pífias do Flamengo e Fluminense com 14 derrotas e do Cruzeiro com 12. E assim vamos caminhando para o final do campeonato com o Corinthians na liderança e podendo manter hoje cinco pontos à frente do Atlético Mineiro se vencer o Goiás, do Galo correndo atrás do timão e Grêmio e Santos esperançosos de chegar perto dos primeiros. Os torcedores até que tem prestigiado seus times, mas em sua maioria frustrados com o que está acontecendo. É isso aí.

E NOSSOS GRAMADOS?


Maracanã
Excesso de treinos, irrigação e arquitetura das arenas são os culpados pela condição dos gramados, segundo empresa responsável por parte dos campos da Copa do Mundo de 2014. Construíram-se novos estádios (arenas) e a muitas apresentam gramados de futebol de várzea. Diversas Arenas recém construídas são exemplos disso.. 

Estádio Atahualpa
No meio da semana o jogo Equador e Bolívia em Quito foi disputado num gramado que mais parecia uma piscina. Só que isso não abriu nenhuma cratera na grama e a bola parou muito pouco na água acumulada. O gramado se manteve.

Camp Nou
Na Europa, dificilmente se vê buracos nos gramados. São lindos os gramados parecendo autênticos tapetes ou mesas de bilhar. E lá o inverno é rigoroso com muita neve e pouco sol o que por si só poderia trazer sérios problemas. O Brasil já tem modernos estádios e que agora precisa encontrar uma fórmula para que os gramados sejam de qualidade para que técnicos, jogadores e torcedores não possam mais reclamar. Que a bola possa rolar leve e solta facilitando a ação dos jogadores. É isso.

quarta-feira, 14 de outubro de 2015

E A SELEÇÃO? GOSTOU?


Vencer a Venezuela era uma obrigação. Os três pontos obtidos foram importantes para não ficarmos muito distantes dos primeiros. Quanto ao comportamento da seleção, bem quando ao comportamento muito pouco pra comentar. Jogamos contra um time sem qualidade e mais uma vez mostramos pouca qualidade. Tocar a bola de cá pra lá virou lugar comum no futebol. Na partida de ontem alguns jogadores quiseram resolver individualmente de qualquer maneira e acabaram comprometendo o lado coletivo. E foram poucas as finalizações. Quando as jogadas fluem pelas extremas o gol fica mais 
próximo. Vários lances foram proporcionados por William e Douglas Costa com pouco aproveitamento. Para que isso se torne realidade e mais treinamentos. E as jogadas ensaiadas também fazem parte dessa filosofia. Estamos muito longe disso. E os adversários além de chegar junto já não respeitam mais os brasileiros e as provocações e jogadas violentas viraram uma constante. William, Douglas Costa e Filipe Luís foram os principais destaques do time. Os demais não comprometeram. Valeu pela vitória, mas muita coisa precisa ser aprimorada para que as esperanças se renovem e o torcedor possa dar crédito a nossa seleção. É isso aí.

terça-feira, 13 de outubro de 2015

FUTEBOL BRASILEIRO TEM SOLUÇÃO?

O futebol brasileiro depois do vexame da Copa vive uma situação muita delicada. Já tem gente pedindo que um resultado que não seja de goleada e uma boa apresentação esta noite diante da Venezuela sirva para demitir todos os jogadores, a atual comissão técnica e começar de novo. O caminho talvez não seja bem esse, mas entendo que infelizmente nosso futebol “dorme” em cima das conquistas anteriores. Também por isso muitos jogadores da atual seleção estão no exterior, nem tanto pela qualidade, mas por serem jogadores brasileiros. Nosso futebol que inspirou os outros países em se atualizarem acabou parando no tempo e no espaço. Se antes as jogadas maravilhosas de Pelé, Didi, Garrincha, Tostão, Rivelino, Carlos Alberto Torres, Newton Santos maravilhavam o mundo hoje os que nos representam não chegam nem perto disso. E por falta de organização e visão dos dirigentes dos clubes e da própria CBF o futebol brasileiro estagnou. Já não assustamos mais ninguém. E por aqui também já não existe mais o mesmo interesse pelos jogos, até da seleção. Nas décadas de 50, 60, 70, 80 e 90 os estádios recebiam mais de 100 mil torcedores nos jogos entre os grandes. E é bom lembrar que em 1950 a população brasileira era de 51 milhões de habitantes. Hoje são quase 220 milhões. Os estádios tiveram sua capacidade diminuída para atender o chamado Padrão FIFA e hoje 40 mil torcedores nas Arenas passam a ser um grande público. Isso tudo serviu para dar força à televisão, especialmente a TV a cabo que agora comercializa a exibição de partidas e afasta cada vez mais o torcedor dos estádios. Essa situação dificilmente se modificará até o final da década mesmo que venhamos a vencer a Copa do Mundo de 2018. O brasileiro está perdendo cada vez mais a “tesão” pelo o futebol. Ouço com frequência as pessoas dizerem: “Por favor, nem fala do futebol”. Situação caótica, triste e lamentável. É isso aí.

PORQUE O RÁDIO PADECE?



Acompanhando, ouvindo, lendo opiniões tenho cada dia mais certeza de que o rádio brasileiro padece pela falta de visão de quem comanda. Tornou-se prático integrar redes de rádio do eixo Rio-São Paulo inclusive assumindo o nome de muitas dessas emissoras. Retransmitir o Jornal da Manhã da Jovem Pan nos anos 70 foi uma inovação no jornalismo brasileiro. A Jovem Pan Via Embratel tinha a retransmissão de 30 minutos do Jornal da Manhã que era apresentado das 6h30 às 9 da manhã de segunda a sábado. Com o surgimento da internet os custos diminuíram para essas retransmissões. De repente começaram a aparecer rádios com o nome Jovem Pan, Globo, CBN, Bandeirantes e outras em todo o país. Com o som pela internet as emissoras locais trocaram os nomes de origem com o objetivo que ganhar mais destaque e aumentar o faturamento. Isso na verdade funciona para os jornalísticos veiculados pela Jovem Pan, CBN e Bandeirantes, não para programas direcionados ao um público específico. Hoje o Brasil está infestado de emissoras com os nomes das maiores rádios do país. Tudo muito bonito e interessante com um, porém; as emissoras locais perderam sua identidade porque grande parte da programação local não existe mais. É muito bom ouvir os programas jornalísticos dos principais centros. Só dão audiência esses programas. Os demais determinam grande queda na audiência coisa que os “gênios” que estão à frente das rádios ainda não se tocaram. Quando as rádios voltarem as suas origens como nome e programação vai melhorar a audiência e o faturamento com certeza. É isso aí. 

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

RÁDIO E ESPORTE



O rádio esportivo e o rádio como um todo tem histórias sensacionais. O "Menininho" Vanderlei Ribeiro, grande narrador esportivo trabalhou em muitas emissoras entre as quais a Globo do Rio e São Paulo, Record, Jovem Pan e atualmente está na Transamérica, Ele teve uma primeira passagem curiosa na Jovem Pan. Na estreia ao anunciar o comentarista Randal Juliano trocou as bolas dizendo... E a opinião Jovem Pan é de Juliano Randal. Prontamente o repórter Geraldo Blota (GB) interrompeu dizendo: VC está lendo muito as listas telefônicas né Vanderlei. Ele estreou na Jovem Pan e ao ser escalado para a cobertura do Carnaval acabou sumindo e só voltou para a emissora lá por 1977-78.
.
Na foto Vanderlei Nogueira, Fausto Silva, Cândido Garcia
 e Flávio Adauto.
Na cobertura do Carnaval de 1973 no Rio de Janeiro em plena Avenida Presidente Vargas o então Repórter Esportivo da Jovem Pan Fausto Silva, Faustão, deitou e rolou. No horário reservado para a Voz do Brasil ele fez a festa. De posse do microfone sem fio Motorola que pesava uns 5 quilos percorreu a avenida e foi entrevistando autoridades. As pessoas agradeciam a lembrança e a entrevista. 

Vocês sabiam que o grande jornalista Milton Parron também foi Plantão Esportivo. Foi nos tempos da Jovem Pan. Para dar folga ao titular Narciso Vernizzi, ele era escalado. Lembro bem do primeiro jogo (inteiro) que transmiti em teste na Jovem Pan. Era uma quinta-feira. Eu estava lá no Maracanã ao lado de Orlando Duarte, Fausto Silva, Israel Gimpel e de Paulo Travaglia operador de externa. O Santos derrotou o América por dois a zero gols de Alcindo e Nenê, em 19 de Outubro de 1972. Milton Parron estava lá firme e forte passando as informações no Plantão Esportivo Permanente. Em 1968 Milton Parron foi o único jornalista presente em Santa Cruz de La Sierra documentando o casamento de Roberto Carlos com Nice.

Oswaldo Brandão não só foi um treinador vitorioso no futebol como sabia fazer amigo como poucos. Ele tratava a imprensa com uma fidalguia bem diferente do que se vê hoje. Lembro que certa feita após um jogo em Aracaju, na estreia de Edson no Palmeiras, Brandão preparou uma grande quantidade de mariscos e distribuiu entre as pessoas que estavam jantando no local. Oswaldo Brandão também conhecido como “Caçamba” era natural da cidade de Taquara no Rio Grande do Sul. Brandão depois de dar muitos títulos ao Palmeiras, São Paulo e o esperado de 1977 do Corinthians, faleceu em 29 de Agosto de 1989 aos 73 anos.

Na Copa do Mundo de 1990 na Itália os repórteres Luís Carlos Ribeiro (Tupi-SP) e Jorge Soares (Clube de Pernambuco) deram um Show de cobertura da Seleção Brasileira. Luís Carlos Ribeiro entrevistou a esposa de um dos jogadores da Seleção Brasileira que contou das confusões e desencontros entre os atletas. A entrevista – exclusiva – foi reproduzida por rádios e emissoras de televisão.  Luís Carlos Ribeiro atua hoje como apresentador da Rede TVT de Televisão.

Já Jorge Soares está na Rádio Olinda de Pernambuco. Ele teve uma passagem curiosa nos tempos de Barbosa Filho na Rádio Clube de Pernambuco como conta o site www.pernambola.com.br “O Repórter Jorge Soares foi demitido no ar em plena jornada esportiva da Rádio Clube pelo Barbosa Filho. Aconteceu que Jorge errou a pronuncia do goleiro da Seleção da Rússia que jogava na Ilha do Retiro contra a Seleção Cacareco, quando de repente o Comentarista Barbosa Filho chamou a atenção do seu comandado. Meu caro Jorge Soares trabalhe sério e correto no Escrete Titular do Rádio, agora aproveite e passe amanhã cedo no 3º andar para acertar suas contas".

Em 1975 conheci um jornalista dos mais qualificados do Brasil... Milton Galdão. Trabalhava no Popular da Tarde na área do esporte. Ficamos amigos depois de passarmos uma semana em Caracas para a cobertura do jogo da Copa América (na época Campeonato Sul-Americano) em que o Brasil goleou a Venezuela por quatro a zero, gols de Palhinha (2), Romeu e Danival. Nessa partida realizada em 30 de Julho de 1975, Milton Galdão participou da minha transmissão pela Jovem Pan. João Milton Galdão faleceu aos 54 anos em 18 de Março de 1979. Foi presidente da Associação dos Cronistas Esportivos de São Paulo de 1966 a 1968.

Os rumores de sua saída já vinham sendo acumulados nos últimos dois anos. Na semana que passou o narrador esportivo Marco Antônio Pereira, 56 anos deixou a Rádio Gaúcha de Porto Alegre depois de quase 24 anos (em duas passagens) na emissora. O destino de Marco Antônio com certeza será a Rádio Guaíba que já de há muito se ventilava. Resta saber quem a Gaúcha vai contratar para substituí-lo. 

sábado, 10 de outubro de 2015

QUALIDADE NÃO TEM IDADE


Charge: URBANO
No futebol quando o jogador passa dos 35 anos é considerado velho para continuar atuando. No rádio e na televisão quando o profissional atinge os 60 anos acaba sendo descartado. Quem dirige times de futebol, emissoras de rádio e televisão esquece que “qualidade não tem idade”. Temos grandes exemplos disso.

Futebol
KAZU

Kazu (Yokohama FC) 48, Rogério Ceni (São Paulo), 42, Zé Roberto (Palmeiras), 41, Marcos Assunção (Criciúma) 39, Guiñazú (Vasco da Gama), 37, Drogba (Montreal Impact), 37, Pirlo (New York City), 36, Danilo (Corinthians) 36, Ricardo Oliveira (Santos) 35, Luizão (Benfica) 34, Diego Lugano (Cerro Porteño), 34, Xabi Alonso (Bayern de Munique), 33, Fred (Fluminense), 32, Dagoberto (Vasco da Gama) 32 são exemplos de jogadores de qualidade em plena atividade.
WILLY GONSER

Rádio e TV

Orlando Duarte (TV Brasil), 83, Claudio Carsughi (TV Brasil) 82, Silvio Luiz (Redetv) 81, Walter Dias (Rádio Guarujá Paulista) 80, Washington Rodrigues (Rádio Tupi) 79, Willy Gonser (Rádio Inconfidência), 78, José Carlos Araújo (Rádio Tupi), 77, Alberto Rodrigues (Rádio Itatiaia) 76, Gerson (Rádio Tupi) 74, Haroldo de Souza (Rádio Grenal), 74, Juarez Soares (Transamérica) 74, Vanderlei Ribeiro (Transamérica) 73, José Hidalgo Neto (Rádio Evangelizar), 72, Paulo Roberto Morsa Martins (Transamérica) 70, Galvão Bueno (TV Globo) 65, Paulo Stein (Sportv) 68, Pedro Ernesto Denardim (Rádio Gaúcha), 64 e Milton Neves Filho (Bandeirantes) 64 entre outros continuam mostrando como se faz rádio e televisão no esporte.
Os jovens precisam ralar muito pra chegar aonde esses profissionais chegaram. É isso aí.




sexta-feira, 9 de outubro de 2015

SEJAMOS OTIMISTAS!



O brasileiro está pra lá de pessimista em tudo que rola no país. E no futebol o pessimismo já está superando a empolgação de antes.  O futebol brasileiro não acabou. Passa como já escrevi antes da Copa de 2014 por um ciclo. Jogadores de qualidade limitada, treinadores desatualizados e pouco tempo para treinamentos. O excesso de jogos tem parte de culpa. Mas, não é só isso. Temos falta de atletas de qualidade e os que aí são "endeusados" além da conta. A imprensa não joga, mas joga os jogadores contra a torcida. O treinador não joga, mas sempre que a coisa vai mal é o primeiro a ser demitido. Aos treinadores, em sua maioria, não é dado tempo suficiente para realizar um bom trabalho. É muito marketing e pouco futebol com gastos enormes em contratações e salários que inviabilizam cada vez mais os clubes. O futebol brasileiro precisa se reorganizar e os jogadores também precisam colaborar se esforçando mais para recolocar na prateleira o produto outrora mais importante do país, hoje desacreditado. O vexame da Copa do Mundo de 2014 ainda não foi superado. Parece que nada aconteceu. Os problemas até aumentaram com os desmandos. Jogadores, técnicos, dirigentes e imprensa precisam colocar os pés no chão, um ajudando o outro para superar os problemas. Até porque se assim não for o pessimismo que tomou conta de vai aumentar cada vez mais. Sejamos determinados, sejamos otimistas.  É isso aí.. 

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

VAI COMEÇAR DE NOVO!



Logo mais no palco do nosso segundo título mundial a Seleção Brasileira de Futebol iniciará uma nova caminhada visando recuperar o prestígio. Às 20h30 contra o Chile no Estádio Nacional em Santiago nosso futebol estará em campo para estrear nas Eliminatórias Sul-Americanas por uma vaga para o Mundial de 2018 na Rússia. A tarefa não parece ser muito fácil. Lembro-me de 2000 quando perdemos por três a zero no local do jogo de hoje no dia 15 de Agosto também pelas Eliminatórias. Naquele jogo estiveram em campo Dida: Evanílson, Antônio Carlos, Edmilson e Roberto Carlos: Emerson, Marcos Assunção (Djalminha), Rivaldo e Alex (Marques); Amoroso (Luizão) e Ricardinho. A seleção era comandada por Vanderlei Luxemburgo.

Chile e Brasil já se enfrentaram sessenta e oito (68) vezes com quarenta e oito (48) vitórias do Brasil, treze (13) empates e sete (7) derrotas. O primeiro jogo ocorreu em 8 de Julho de 1916 pela Copa América em La Plata na Argentina e terminou empatado em um a um. A última partida foi disputada em Londres esse ano (29 de Março) com vitória do Brasil por um a zero. A maior goleada foi em registrada dia 15 de Setembro de 1959 em amistoso no Maracanã. Vencemos por sete (7) a zero (0). A maior goleada Chilena sobre o Brasil aconteceu na Copa América em 3 de Julho de 1987. Perdemos em Córdoba por quatro a zero.

Vejamos como se comportará o time brasileiro diante do campeão da última Copa América. Dunga treinou a Seleção de 2006 a 2010. Foram sessenta (62) jogos, quarenta e duas (42) vitórias, doze (12) empates e seis (6) derrotas. Reassumiu o comando em 2014 com dezesseis (16) jogos, catorze (14) vitórias, um (1) empate e uma (1) derrota. Estatísticas são importantes porque fazem parte da história, mas, não podem antecipar nada em relação ao próximo jogo.

Hoje o Brasil jogará sem Neymar (suspenso) e com um time básico de últimas apresentações. Jefferson; Daniel Alves, Miranda, David Luiz e Filipe Luiz ou Marcelo; Luiz Gustavo, Fernandinho (Elias), William e Oscar; Hulk e Douglas Costa.  O Chile terá em campo a formação da conquista da Copa América deste ano. Jorge Sampaoli escalou Claudio Bravo, Mauricio Isla, Gary Medel, Gonzalo Jara e Eugenio Mena; Marcelo Díaz, Felipe Gutiérrez, Arturo Vidal (Matías Fernández) e Jorge Valdivia; Eduardo Vargas e Alexis Sánchez. 


Que possamos presenciar um bom jogo e que a Seleção Brasileira estreie com o pé direito a caminho de mais uma Copa do Mundo. É isso aí.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

PRAZO DE VALIDADE!


Laticínios, embutidos, bebidas entre outros produtos tem estampado em seus invólucros a data de fabricação e da validade. Pois agora chegou a vez do rádio, especialmente o esportivo. Está entrando na fase do Prazo de Validade. Pelo Brasil afora se lê, se ouve e se publica sobre terceirizações e demissões no rádio. Sobre venda ou espaço para terceiros entre os quais igrejas. Também tenho ouvido dos mais novos na área esportiva que os “tempos são outros”. Sim realmente são outros e cada vez pior. No caso do rádio esportivo as invenções ultrapassaram o limite e perderam o prazo de validade. Quando a Jovem Pan colocou no ar o Show de Rádio, sucesso absoluto nos anos 70, o rádio esportivo seguia sua filosofia implantada desde o nascedouro com narrações sérias, sem invenções. O humor era colocado no ar quando a bola estava parada no intervalo ou final do jogo. Com o desaparecimento desse programa produzido por Estevam Victor Leão Bourroul Sangirardi na Jovem Pan e depois Bandeirante apareceram novos “gênios” criando “monstros” que o tempo está engolindo. O rádio esportivo, com exceções, virou um besteirol sem precedentes. Pedro Luiz, Fiori Giglioti, Waldir Amaral, Jorge Curi, Pedro Carneiro Pereira se vivos estivessem estariam indignados com o que se ouve hoje. Poucas das grandes emissoras que conheço e ouço mantém o “padrão de qualidade” do rádio esportivo que é transmitir, comentar, entrevistar e informar. Humor, pornografia e papos furados não cabem durante as transmissões esportivas. A preocupação de informar quem está ouvindo através da internet ou divulgar sempre os mesmos nomes de ouvintes, comerciais colados a comerciais e em excesso também não cabe. O ouvinte quer ouvir a narração do jogo, a opinião, a informação do repórter e do plantão esportivo.  Publicidade precisa ser interpretada e não lida na velocidade de uma transmissão e muito menos duas, três ou até quatro seguidas. As rádios precisam valorizar os produtos que oferecem.  Ai os “gênios” devem estar dizendo: “É, mas está difícil vender publicidade”. Está porque o serviço apresentado tem pouca qualidade. Pela falta de visão e conhecimento dos que dirigem as rádios, ela está cada vez mais perto da UTI.  Quase ninguém transmite mais dos estádios. Quando muito enviam um repórter ou só o operador técnico para captar o som ambiente do estádio. E o que mais se ouve é que as verbas publicitárias diminuíram. Queriam o que fazendo o que estão fazendo? O rádio esportivo brasileiro precisa voltar as suas origens. Como assim? Parem com as piadas, pornografias e bate-papos enquanto a bola está rolando. O rádio esportivo precisa abrir espaço para narrações sérias e objetivas com a preocupação de narrar o que está acontecendo, de comentários sobre o que ocorre no jogo e sem torcer para esse ou aquele time. Hoje tem rádio que não narra mais o gol do time visitante. Isso é uma afronta ao clube, ao rádio e ao futebol.  O “prazo de validade” está terminando.  Acordem enquanto ainda há tempo. É isso aí.

domingo, 4 de outubro de 2015

ELIMINATÓRIAS E OS AGITOS DO FUTEBOL


O futebol do final de semana foi bastante agitado. Afinal Juan Carlos Osório fica ou não no São Paulo? Torcida e imprensa estão expectantes quando a decisão que o treinador deverá tomar. Está realizando um trabalho de revitalização no São Paulo com o aproveitamento de jogadores da base. Seria importante que permaneça para dar ao time tricolor um novo direcionamento.

A goleada sofrida pela Palmeiras em Chapecó repercutiu muito. Nos Sites e na web os torcedores colocaram “lenha na fogueira”. Marcelo Oliveira reconheceu o péssimo comportamento do time. A torcida esqueceu bons resultados anteriores e choveram críticas de todos os lados.

A Comissão Técnica e alguns jogadores já se apresentaram em Santiago para o jogo de estreia do Brasil nas Eliminatórias contra o Chile na quinta-feira (8). Daniel Alves foi convocado para o lugar de Rafinha e Kaká está de volta para o lugar de Philippe Coutinho afastado por contusão. Nesta segunda-feira os brasileiros estarão realizando o primeiro treinamento e se espera com a presença de todos os convocados.

Tite não aguentou as manifestações vindas das sociais do Estádio Moisés Lucarelli e depois que Rodriguinho marcou o segundo gol do Corinthians mandou a torcida se calar. Pela primeira vez se viu o treinador alvinegro responder a ofensas, comuns, mas ao mesmo tempo lamentáveis de torcedores que não respeitam ninguém nos estádios.

O Campeonato Brasileiro da Série “A” ficará parado até o dia 14 por conta dos jogos da Seleção Brasileira nas Eliminatórias da Copa do Mundo. Chile e Brasil se enfrentarão às 20h30 de quinta-feira no Estádio Nacional em Santiago. No dia 13 o Brasil jogará contra a Venezuela em Fortaleza.

A evolução do Santos FC a partir da contratação de Dorival Junior conduziu o time ao G4 do Brasileirão. Seu retorno em 9 de Julho foi a grande sacada do Santos FC. Em vinte e dois (22) jogos foram dezesseis (16) vitórias, três (3) empates e três (3) derrotas. O time jovem do Peixe tem o veterano Ricardo Oliveira como o principal artilheiro do campeonato com 17 gols.

O equatoriano Roddy Zambrano Olmedo (foto) será o árbitro do jogo Chile e Brasil na estreia das Eliminatórias da Copa do Mundo. Bolívia vs. Uruguai com Patrício Loustau da Argentina apitando; Venezuela vs. Paraguai com José Buitrago da Colômbia; Colômbia vs. Peru com Antônio Arias do Paraguai e Argentina vs. Equador com Julio Bascuñan do Chile. Todos os jogos serão realizados na quinta-feira (8). O jogo Brasil e Venezuela dia 13 às 22 horas em Fortaleza será dirigido pelo uruguaio Daniel Fedorzuck.

Cristovão Borges que este ano treinou Fluminense e Flamengo será apresentado hoje para substituir Milton Mendes no Clube Atlético Paranaense. Cristovão, 56 anos defendeu o Furacão como jogador e foi campeão estadual em 1983 e 1985 pelo clube.

LOCUTORES TORCEDORES

Ary Barroso e sua famosa gaitinha
Ele era locutor de um time só. Certo dia... Depois que Valido faz o gol que daria ao Flamengo o tricampeonato carioca em 1949 aos 41 do segundo tempo, Ary Barroso fica tocando sua gaitinha sem parar e quando o Vasco dá a saída ele não transmite mais nada: larga o microfone e vai para a beira do campo comemorar alucinado. Seus colegas tiveram que correr para o microfone. À noite, como sempre, Ary participou do programa esportivo da Tupi, onde o grande debate girou em torno da legalidade ou não do gol rubro-negro. Os vascaínos alegavam que Valido teria se apoiado em Argemiro, half esquerdo do Vasco. Os rubro-negros diziam que Valido tinha pulado muito mais alto e pronto. Quando perguntado, Ary não se fez de rogado, mas surpreendeu a todos com a sua resposta: "É verdade. Valido se apoiou no ombro de Argemiro. Melhor do que isso será a decisão do ano que vem: o Flamengo vai ganhar com um gol marcado com a mão, cinco minutos depois do tempo regulamentar, com seu autor em impedimento." (Ary Barroso foi também vereador e compositor de Aquarela do Brasil. Encerrou sua carreira como narrador esportivo após a derrota do Brasil para o Uruguai na final da Copa do Mundo de 1950). A paixão de Ary pelo Flamengo era tanta que ele recusou um convite para ser o diretor musical da Walt Disney Productions. Diante da surpresa de Walt Disney, que lhe pergunta por que não aceitou, Ary teria dito: "– Because 'don't have' Flamengo here." (Porque não tem Flamengo aqui). 

Isso foi no início das transmissões esportivas no rádio brasileiro.

E hoje?

Já escrevi em outra ocasião que narradores, comentaristas, repórteres e plantões esportivos, todos nós que estivemos ou estamos nessa área do jornalismo esportivo temos os nossos clubes preferidos, a maioria desde a infância. Nos bons tempos do rádio esportivo brasileiro se sabia quem torcia por quem, mas isso não era repassado ao ouvinte como acontece agora. Claro que quando a Seleção Brasileira estava em campo sempre se dava mais ênfase ao nosso futebol. Mas de uns tempos a essa parte tenho observado que está faltando seriedade e profissionalismo no comportamento de muitos locutores esportivos. Até dá pra entender que as emissoras de cidades do interior tenham seus locutores torcendo pelos times locais na hora da transmissão mesmo porque não tem muitas opções. O triste é ver hoje locutores a frente de microfones famosos de emissoras das grandes capitais querendo “marcar o gol” de qualquer maneira para o time local. Se o rádio já passa por sérios problemas de publicidade, esse tipo de comportamento torna a situação ainda mais caótica. Que me perdoem, mas não se pode vestir a camisa dos times da forma exagerada como está acontecendo. Os locutores viraram torcedores com o microfone. Também tenho os times da minha preferência, mas nunca usei desse expediente tanto que até hoje tem gente que tem dúvidas a respeito de quem eu torço em São Paulo e em Curitiba. Locutores, comentarista e repórteres precisam se conscientizar que esse comportamento depõe contra a tão sofrida e combalida classe. Acordem e sejam profissionais. Lugar de torcedor é na arquibancada e não com o microfone na mão.  É isso aí.

quarta-feira, 30 de setembro de 2015

O TOBOGÃ DO PACAEMBU!

Uma das matérias mais acessadas do meu blog, publicada em 20 de Abril de 2010.

Quem nunca esteve no Estádio Paulo Machado de Carvalho (Pacaembu) talvez não saiba o que é o “Tobogã”. O estádio inaugurado em 27 de Abril de 1940 e prestes a completar 70 anos teve sua arquitetura modificada no governo Paulo Maluf em 1970 com a demolição da Concha Acústica e a construção do “Tobogã”, uma arquibancada com capacidade para 15 mil pessoas.

Concha Acústica
Essa obra foi erguida em 1958 em homenagem aos Campeões do Mundo da Suécia. Foi demolida em 1970 após a conquista do tricampeonato mundial no México. Na foto um lance de Pelé contra Gilmar no clássico Corinthians e Santos aparecendo ao fundo a Concha Acústica. Nela lia-se a inscrição: "Salve os Campeões do Mundo".

Capacidade
Na época o estádio teve elevada sua capacidade para 70 mil lugares. Hoje essa capacidade está reduzida à 40.199 torcedores, mas, há muito tempo esse número não é alcançado. A construção na época aumentou o espaço para o torcedor, mas, deixou o estádio com suas linhas diferenciadas. Lembro ao tempo do saudoso Caio Pompeu de Toledo, na época Secretário Municipal de Esportes, quando aventou-se a demolição do estádio. O projeto englobava um estádio moderno que teria em sua parte inferior um shopping e com isso o aproveitamento de uma das áreas mais valorizadas da cidade de São Paulo.

Matéria
Atendo com isso a curiosidade do meu amigo Engenheiro José Alberto de Souza de Porto Alegre, o "Poeta das Águas Doces". E acrescento: o “Tobogã” não pode ser utilizado para a manifestação de torcedores subindo e descendo no afã de comemorar gols. Isso seria perigoso demais já que o local é bastante inclinado como as fotos podem mostrar.

FUTEBOL CATARINENSE: DE TEIXEIRINHA AO METROPOL


Atendendo amigos estou postando novamente esta matéria.
Teixeirinha e Zizinho
Comentários e emails me trouxeram de volta ao futebol catarinense no qual exercí minha profissão de jornalista e radialista até 1972. Escrevo sobre grandes jogadores, clubes e competições que presenciei e transmití. Quem sabe tenha tempo para futuramente me alongar um pouco mais com histórias, fátos e fotos de uma era em que apenas o rádio e os jornais eram os meios de comunicação do esporte mais popular do Brasil.

Campeão de Blumenau
Guarani EC, campeão de 1963: Rolf Kuenrich (presidente),
Antoninho,Mosquito, Cildo, Alcino, Brandão, Dagoberto 
e Leléco, treinador(de pé); Da Silva, Nilo, Carlinhos, 
Ivo e Joel (abaixados).

No ano de 1963 disputou-se um dos melhores campeonatos regionais promovido pela Liga Blumenauense de Futebol. Oito equipes que tinham o respaldo de grandes empresas (Guarani EC, GE Olimpico, Palmeiras EC, Amazonas EC, SD Vasto Verde, todos da cidade de Blumenau), CA Tupi de Gaspar, SRE União de Timbó e SE Floresta de Pomerode realizaram uma grande competição em turno e returno. O Guarani EC do bairro da Itoupava Norte montou um timaço e desbancou na época aos poderosos Olimpico e Palmeiras. O Palmeiras foi o vice-campeão e o Olimpico com Teixeirinha (o maior jogador da história do futebol catarinense) terminou em terceiro lugar. Com isso ficou oficialmente impedido de disputar o Estadual do ano seguinte.

Campeão estadual
O GE Olimpico campeão de 1964: Nilson Greul, Eudes,
Robertão, Barreira, Romeu, Paraguaio, Paraná, Ézio,
Orlando e Jurandir (em pé); Lila, Máqui, Cartoze, Mauro,
Rodrigues, Jóca, Ronald, Frederico Capela
(massagista) e Osmar (mordomo), agachados.
Numa das mais movimentadas Assembléias da Federação Catarinense de Futebol presidida por Osni Mello, o Grêmio Esportivo Olimpico foi incluído ba disputa como o terceiro representante de Blumenau no Campeonato Estadual de 1964. Tudo porque o consagrado jornalista Lauro Soncini (falecido recentemente), convenceu os demais participantes de que o investimento que o clube tinha feito não poderia ser jogado por terra. Assim o Olimpico conseguiu uma terceira vaga na competição. E no campeonato que terminou só em 1965 mercê de brilhante campanha, tornou-se campeão com um time da mais alta qualidade. O Olimpico já havia sido campeão estadual em 1949. Em 1969 encerrou suas atividades no futebol profissional para se tornar num clube de esportes amadores e social.

Grandes jogadores
Hercilio Luz FC de 1963: Vanderlei, Pedrinho, Negrão, 
Badico, Walmir Louruz e Elemar (em pé); Márcio, Sarará, 
Tarcísio, Triunfo e Gonzaga (agachados).
Nesses anos o futebol catarinense formou
grandes times de onde sairam jogadores para o mercado nacional como o goleiro Vanderlei do Hercilio Luz que depois de passar pelo CA Paranaense foi parar no São Paulo FC. Zenon que iniciou em Tubarão, revelou-se no Avai FC de Florianópolis e foi campeão brasileiro pelo Guarani e depois no Corinthians. O ponteiro direito Márcio do Hercílio Luz de Tubarão que teve uma brilhante passagem pela SE Palmeiras de São Paulo. Além destes lembro de Nilzo atacante do Metropol de Criciúma com passagem pelo Santos e Botafogo, de Tenente do mesmo time que jogou pelo São Paulo, de Brasil Chagas, Chico Preto, Silvio, Sabiá, Dorni Antunes, o goleiraço Rubens. Outra estrela dessa constelação foi Parobé que depois de jogar ao lado de Pelé na Seleção do Exército Brasileiro atuou no San Lorenzo da Argentina, Corinthians, Comerciário de Criciúma e posteriormente encerrou sua carreira no Palmeiras de Blumenau. Começou no Internacional de Porto Alegre e jogou no Juventude de Caxias do Sul. Revelados pelo Coritiba FC, deixaram sua marca no GE Olimpico os atacantes Rodriguês,
A Seleção do Exército: Milsei, Aloísio, Daniel, Nelson Coruja, 
Mané, Gonçalves, Major Mauricio Cardoso (técnico) e militar 
não identificado (em pé); Bataglia, Pelé, Parada, Lorico 
e Parobé (abaixados).
Jóca e Ronald, este último com brilhante passagem também pelo Grêmio Porto Alegrense. O Caxias de Joinville revelou e colocou na Seleção Brasileira o golerio Jairo e para marcar muitos gols pelo Fluminense o atacante Mickey.Sem esquecer do grande Norberto Hoppe, um dois maiores artilheiros da história do "gualicho" que teve curta passagem pelo Bangu do Rio. Seu cô-irmão o América revelou Badeco para a Portuguesa, Corinthians e América do Rio. Do Marcilio Dias de Itajaí saíram Ratinho, Idésio e Renê para a Portuguesa de Desportos e depois Ratinho no São Paulo FC. O lateral Alvacir e goleiro Diogo foram contratados pelo Corinthians junto ao CN Almirante Barroso de Itajaí. O Carlos Renaux de Brusque revelou Agenor para o São Paulo e seu grande adversário o Paysandu colocou o goleiro Valdir (Chiquinho) no Vasco da Gama. Carlos Gainete Filho, goleiraço que iniciou no Paula Ramos de Florianópolis, consagrou-se no Internacional e no Vasco da Gama foi outro grande jogador catarinense.

Teixeirinha
Mas, o maior de todos foi Nildo Teixeira de Melo, o Teixeirinha que hoje mora em Balneário Camboriú aos 87 anos. Nascido em Tubarão, filho de farmacêutico, Teixeirinha esbanjou categoria em todos os clubes pelos quais jogou. Destacou-se no Carlos Renaux de Brusque, jogou no combinado Bangu-São Paulo, Seleção Catarinense, Palmeiras, Almirante Barroso e Grêmio Esportivo Olimpico. Na foto homenageado em 8 de Maio de 2008 como o maior jogador da história do futebol de SC ao lado do também extraordinário Valério Matos (outro que chamava a bola de você) e do presidente da FCF, Delfim de Pádua Peixoto Filho. Teve sua história publicada no livro Craque Eterno. Esse foi o Pelé do futebol catarinense.

Grandes treinadores
Pelo futebol catarinense nesses anos trabalharam grandes treinadores como Aduccio Vidal (GE Olimpico), Carlos de Campos Ramos, Leléco (Guarani FC), Ivo Andrade (GE Olimpico) seu irmão Ênio Andrade (Juventus de Rio do Sul), Jony Alves (EC Metropol e GE Olimpico), Laérte Dória, Iberê Rosa...

Grandes equipes

EC Metropol de 1964: Pedrinho, Nem, Edson 
Madureira, Gibí, Amilton e Rubens (em pé); 
Calita, Madureira, Idésio, Milton e 
Volnei. (agachados)
Lembro dos grandes times daquela época: EC Metropol, Comerciário EC, Clube Atlético Operário, EC Próspera (Criciúma), Hericlio Luz FC, EC Ferroviário (Tubarão), Avaí FC, Figueirfense FC, Paula Ramos FC, Postal Telegráfico, Bocaiúva, Atlético Catarinense (Florianópolis), CA Carlos Renaux e CE Paysandu (Brusque), CN Marcilio Dias e CN Almirante Barroso (Itajaí), GE OIimpico, Guarani EC e Palmeiras EC (Blumenau), América FC, Caxias FC, AA Tupy (Joinville), EC Juventus (Rio do Sul), EC Internacional e GE Guarani (Lages), Santa Cruz FC (Canoínhas), Barriga Verde (Laguna), CA Baependi (Jaraguá do Sul), Atlético (Joaçaba), SE Perdigão (Videira), Atlético e Ypiranga (São Francisco do Sul) e muitos outros. O EC Metropol teve vida curta (9 anos) mas conquistou os títulos catarinenses de 1960, 1961, 1962, 1967 e 1969 quando extinguiu o futebol profissional. O clube fundado em 15 de Novembro de 1945 investe atualmente nas divisões de base participando dos campeonatos da Liga Atlética da Região Mineira (LARM).

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

GOLEIRO NÃO PODE FALHAR?



O goleiro é o alvo principal de críticas nos jogos de futebol. É comum chamar de frangueiro os que são os últimos que não podem errar num jogo de futebol. Moacir Barbosa foi crucificado pela derrota brasileira na final da Copa do Mundo de 1950. Gilmar dos Santos Neves depois de dois títulos mundiais chegou a ser considerado “cego” para jogos noturnos. Quem disse isso foi o famoso Mário Moraes ao microfone da Rádio Nacional, hoje Globo de São Paulo. Lembro bem da frase dita pelo “Leão” como era conhecido Mário Moraes: “A noite pode chutar de longe que ele (Gilmar) não enxerga bem”. Valdir Perez e agora Rogério Ceni, campeoníssimos pelo São Paulo FC também receberam as mais duras críticas por falhas cometidas. Ontem Rogério Ceni errou ao rebater uma bola nos pés de Robinho que aos 48 minutos do segundo tempo acabou marcando o gol de empate do Palmeiras no clássico. Os goleiros falham muitas vezes por jogarem muito adiantados. Aí você ouve os narradores dizendo que foi um golaço. Golaços pela ótica por onde a bola penetrou posicionamento errado dos goleiros na maioria das vezes na minha ótica. Mas, porque só se critica os goleiros quando falham? E os atacantes quando perdem penalidades máximas ou gols incríveis. A paixão pelo futebol leva a esse estado de análise os jogadores. Vão do céu ao inferno. Mas convenhamos à posição mais ingrata e onde não se pode falhar é a do goleiro. É isso aí.

quinta-feira, 24 de setembro de 2015

DO CÉU AO INFERNO!


Alexandre Pato marcou o gol 3.000 da história do Morumbi
Essa expressão se encaixa perfeitamente no futebol: “Do céu ao inferno”. Com o excesso de jogos, os clubes vão alternando bons e maus resultados ao longo da temporada envolvidos ao mesmo tempo em várias competições.

Vejam o caso do Barcelona que foi goleado pelo Celta por quatro a um na quinta rodada do Campeonato Espanhol. E jogou com sua melhor formação: Messi, Suarez, Neymar, Piqué, Mascherano, Iniesta, Daniel Alves. 

E o que dizer do Wolfsburg que perdeu de cinco a um do Bayern de Munique na terça-feira com Lewandowsky, outro dia criticado marcando cinco gols.

No futebol pátrio o São Paulo é criticado pelas atuações no Campeonato Brasileiro, ora surpreende positiva, ora negativamente. As críticas são feitas primeiro ao treinador, depois aos jogadores.Na última semana o time da Fé foi escrachado por empatar com a Chapecoense em casa e perder para o Avaí deixando com isso de permanecer no G4 do Campeonato Brasileiro. Críticas ao treinador e aos jogadores fazem parte do futebol. Ontem o São Paulo derrotou o Vasco da Gama por três a zero pela Copa do Brasil e Alexandre Pato de atuações irregulares marcou dois gols, o primeiro, o gol 3.000 do Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Reabilitou-se o São Paulo, em parte sim. O problema da irregularidade dos times está na ausência de melhores opções.

E o Vasco da Gama. Deu uma arrancada no Brasileirão tentando sair da zona de rebaixamento. Ontem se mostrou pouco eficiente dando a entender que terá que ralar muito para não ser rebaixado.

Também o Palmeiras de altos e baixos depois de golear o Fluminense e vencer o Grêmio empatou ontem com o Internacional em Porto Alegre e do Internacional que havia quebrado a série invicta do Corinthians e na sequência empatou com o Figueirense e agora com o Palmeiras, em casa.

E o que dizer do Atlético Paranaense que esteve entre os quatro primeiros e de repente virou o fio. O treinador Milton Mendes que fez milagres com o elenco limitado que tem foi cobrado pelos dirigentes depois da derrota no Atletiba. Ontem venceu o Brasília pela Copa Sul-Americana e foi vaiado. 

O futebol apesar de tudo continua sendo a grande paixão dos povos e por isso sujeito a chuvas e trovoadas. É isso aí. 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A REALIDADE DO FUTEBOL!


O futebol mundial mudou muito de 1998 pra cá. A qualidade dos jogadores, o excesso de jogos, as publicidades, a televisão, colaboraram para essas alterações. Os custos do futebol subiram, as transações ficaram milionárias, os clubes tanto aqui como no exterior estão cada vez mais endividados. E soluções aparentemente para isso não existe em curto prazo. O sonho de jogar no exterior e fazer o pé de meia tornou-se obsessão para os jogadores.

E o interesse em defender o país em competições oficiais pra quem joga no exterior passou para segundo plano. Dois exemplos são recentes. O primeiro de Diego Costa que preferiu naturalizar-se espanhol e jogar pela seleção de lá do que aceitar a convocação de Felipão para a Copa do Mundo de 2014.

Agora as vésperas de se iniciarem as Eliminatórias Sul-Americanas para o Mundial de 2018 mais um jogador preferiu não aceitar o convite para integrar a Seleção Brasileira. Márcio Rafael Ferreira de Souza, 30 anos, conhecido como Rafinha declinou da convocação de Dunga. O jogador que iniciou nas divisões de base do Grêmio Londrina (1992-1997) e posteriormente passou por PSTC (1997-2001), Londrina EC (2001-2002, juniores), Coritiba (2002-2005), Schalke 04 (2005-2010), Genova (2010-2011), contratado pelo FC Bayern de Munich em 01/07/2011 não integrará nossa seleção. Enviou carta a CBF: "Não venho sendo chamado regularmente, não sou uma das principais opções em minha posição, considerando que há outros profissionais na minha frente". Rafinha vai se naturalizar na Alemanha embora não saiba se um dia será chamado para a seleção do país.

Essa é realidade do futebol onde os jogadores já não mostram mais interesse (como ocorria antes) em vestir a camisa da Seleção Brasileira. Acabou a época de jogar por amor ao clube ou a camisa da Seleção Brasileira. Vivemos outra realidade pra confirmar mais uma vez o que tenho escrito e falado: “O futebol deixou de ser esporte e se tornar num grande e lucrativo negócio”. É isso aí.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

QUEM SERÁ O CAMPEÃO?



A onze rodadas do termino do Campeonato Brasileiro deste ano o Corinthians se mantiver seu comportamento atual e não virar o fio pode preparar as faixas. Teremos ainda trinta e três (33) pontos para cada time disputar, mas a cada rodada o Corinthians vai consolidando mais e mais a liderança. Hoje com 57 pontos tem no Atlético Mineiro o seu mais sério concorrente com 52 pontos. Não se pode e nem se deve desprezar uma reviravolta. O Campeonato está mostrando a cada rodada novas características como o Palmeiras que voltou a vencer, Flamengo que estava em evolução e de repente perdeu dois jogos seguidos. E o São Paulo depois da grande apresentação em Porto Alegre empatou com a Chapecoense e perdeu para o Avaí. Matematicamente nada está decidido, nem na parte de cima o chamado G4 e muito menos lá embaixo na luta contra o descenso. Coritiba e Vasco da Gama ganharam novas forças e vão subindo. O Coritiba que há uma semana estava na Zona de rebaixamento hoje ocupa a décima quarta posição. É por isso que o Campeonato por pontos corridos é a melhor fórmula de disputa. Oxalá nas 11 rodadas que faltam tenhamos muitas subidas, descidas e emoções. É isso aí.